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Dois dos cinco maiores açudes da PB perdem água e situação é pior do que em janeiro

Dois dos cinco maiores açudes da Paraíba tiveram queda na quantidade de água armazenada entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). A pior situação é vivida por Boqueirão, responsável por abastecer Campina Grande, que saiu dos 49 milhões de metros cúbicos (m³) em janeiro, para 28,3 milhões de m³ neste mês.
De acordo com os dados, além de Boqueirão, o açude de Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, caiu dos 16,4 milhões de m³ para 15,8 milhões de m³ nos últimos oito meses.

Já um açude que ganhou volume foi o de Lagoa do Arroz, também em Cajazeiras, que registrou 12,8 milhões de m³ neste mês, contra os 5,8 milhões de m³ em janeiro deste ano.

Com relação a Coremas e Mãe D’água, os dados da Aesa mostram que os mananciais possuem atualmente 20,3 milhões de m³ e 62,1 milhões de m³, respectivamente. Os dados referentes a janeiro não estão disponíveis no site da Aesa.
Sertão pode virar deserto

Em matéria publicada pelo Jornal Correio da Paraíba nessa quinta-feira (22), o pesquisador José Antonio Marengo afirmou que, caso as temperaturas continuem subindo e não sejam tomadas medidas sérias, a previsão é de que em 2100 o Sertão vire um grande deserto.

“No pior dos cenários, o aumento das temperaturas prosseguirá até, pelo menos, o fim do século 21. Isso fará com que em 2100 as temperaturas nordestinas sejam, em média, 4,4 graus superiores às atuais. Nestas condições, se medidas governamentais sérias e imediatas não forem tomadas para, por exemplo, conter os desmatamentos, o Sertão pode virar um grande deserto”, afirmou o pesquisador.

Portal Correio

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