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Profissionais responsáveis pela amputação de membro de recém-nascido na Maternidade de Patos deverão ser indiciados por crime doloso

Delegado Seccional da Polícia Civil de Patos, Silvio Rabello
Delegado Seccional da Polícia Civil de Patos, Silvio Rabello

O delegado Seccional da Polícia Civil de Patos, Silvio Rabello, informou com exclusividade nesta quinta-feira(24), ao programa Cidade em Debate, da Rádio 102.9 FM, que recebeu o laudo de Ofensa Física do Instituto Médico Legal da Paraíba que deverá ser anexado ao inquérito policial que apura a responsabilidade de profissionais da Maternidade Peregrino Filho, em Patos, na amputação de parte de um dedo da mão esquerda de um bebê de 15 dias de vida.

O fato aconteceu no final de outubro e causou grande repercussão em todo o Estado. De acordo com o delegado, o laudo não deixa dúvidas de que houve erro médico em todo o procedimento adotado e lesão corporal de natureza grave está configurada, de acordo com dois parágrafos do Código Penal. O erro teria sido responsável pela necrose do dedo da criança e resultado a amputação.

“Já ouvimos diversos familiares da criança e também profissionais que tiveram envolvimento no atendimento da criança que nasceu prematuramente no mês de agosto, na Maternidade Peregrino Filho, e o inquérito ainda está em andamento”, revelou ele.

Silvio adiantou que ainda não é possível dizer quantos ou quais profissionais deverão ser responsabilizados porque as investigações ainda não foram concluídas.

De acordo com ele, os infratores podem ser indiciados por crime doloso(quando há intenção) ou culposo(sem intenção). A pena para o primeiro varia de 1 a 8 anos de reclusão, enquanto que o segundo crime tem uma pena mais branda de  1 ano de reclusão. “No entanto, pelo laudo, tendemos a indiciar todos por Lesão Corporal Dolosa, com dolo eventual, o que é inconcebível que nos dias hoje haja tanta negligencia por parte de profissionais que deveriam ser mais capacitados para tal procedimento”, disse ele.

Silvio ressaltou que está pedindo delação de prazo para que todos os fatos sejam apurados com frieza para não cometer injustiças. “Só não podemos admitir que uma criança seja vítima de um erro desse. Os responsáveis devem ser incriminados na Justiça, seja através de denúncia da Polícia Civil ou do próprio Ministério Público Estadual.”

Relembre o caso

De acordo com o delegado seccional da Polícia Civil em Patos, Sylvio Rabello, os pais da criança relataram que ela nasceu prematura, mas sem problemas de formação. Incubado, o bebê precisou tomar soro na veia da mão esquerda até receber alta.

Em casa, os pais da criança notaram a piora do dedo e foram ao Hospital Universitário de Campina Grande. Lá, eles receberam orientação de buscar atendimento com um médico particular de Patos.

Na clínica em Patos, os pais do bebê foram avisados pelo médico sobre a necrose de parte do dedo e que a solução seria a amputação, realizada 15 dias após o nascimento da criança.

“Enquanto o soro era administrado, o dedo do bebê começou a escurecer e, ao que tudo indica, não houve o devido acompanhamento médico.

Vicente Conserva – 102fmpatos.com.br

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