Início Esportes Radialista Célio Martinez diz que teve a vida modificada por uma bicicleta

Radialista Célio Martinez diz que teve a vida modificada por uma bicicleta

O radialista Célio Martinez, da Rádio Morada do Sol, desde criança tinha vontade de ter uma bicicleta. O tempo foi passando, ele comprou uma moto, comprou um carro, mas nada de comprar a bicicleta. “O tempo passava e esse sonho de comprar uma bicicleta ficou adormecido em mim”, disse ele.

Incentivado pelo seu colega de rádio Silvo Romero, Célio decidiu comprar a sua tão sonhada bicicleta. Ele fazia caminhadas na Alça Sudeste e Sílvio Romero pedalava, e esse último sempre dizia: “Não caminhe, pedale, pois você vai ver que pedalar é melhor que caminhar”.

Célio seguiu o conselho do colega e comprou uma bicicleta. Pedalou, gostou, percebeu que pedalar cansa bem mais do que caminhar, e tomou gosto pela coisa. “A bicicleta é infinitamente mais puxado, cobra muito mais do seu físico, mas hoje já tem oito meses que eu pedalo e não pretendo mais parar”, disse o radialista.

O radialista Sílvio Romero foi meio que premonitório nessa exigência do colega comprar uma bike e pedalar junto com ele, pois foi numa dessas pedaladas dos dois que Célio Martinez o socorreu em um acidente. Sílvio sofreu uma queda, desmaiou numa estrada no meio do mato, nas proximidades de Santa Gertrudes, e Célio não conseguiu reanimá-lo e teve de sair às pressas em busca de ajuda. Sílvio ficou alguns dias internado no Hospital Regional de Patos, mas logo voltou às suas atividades profissionais, embora ainda não tenha voltado a pedalar. “Normalmente quem pedala o faz em grupo, justamente porque nessas horas a gente se ajuda”, disse Célio Martinez se referindo ao episódio.

Célio Martinez agora começa a fazer grandes percursos. Aos poucos vai ousando mais. Já fez o percurso até São José de Espinharas e outros municípios da região e, na tarde deste domingo, 21, foi de Patos a Condado, e voltou, um percurso de 80 quilômetros.

Ele disse que perdeu peso, o peso da gordura, e depois ganhou peso novamente, mas o peso da musculatura. “Minhas pernas hoje são muito fortalecidas. Basta dizer que eu pedalo três horas sem parar, subindo e descendo ladeiras”.

O radialista disse que está viciado nessa “droga do bem”. “Só quem pedala sabe como é gostoso fazer isso. Quando você começa não consegue mais parar”. E a saúde, segundo ele, está de “vento em popa”. Ele dorme melhor, acorda mais disposto, faz “aquilo” melhor, se alimenta melhor e não se cansa mais com qualquer esforço físico. “É infinitamente incalculável os benefícios. Quando você se dispõe a pedalar o resultado é incrível. Eu fiz uma bateria de exames recentemente e o doutor Eliseu de Melo Neto me disse que eu estou com a saúde de uma criança”, comemorou o “menino” Célio Martinez.

O profissional da comunicação e agora atleta disse que lamenta a falta de incentivo das autoridades públicas, que deveriam incentivar mais essa atividade que traz saúde. Uma forma de ajudar, segundo ele disse, seria organizar melhor o trânsito, criando ciclovias, dando condições mais favoráveis para quem quiser ir e vir do trabalho numa bicicleta. “Quem quiser sair de casa para trabalhar de bicicleta é uma tortura e isso desestimula muita gente. Deve ser porque bicicleta não paga IPVA, por isso não se interessam, mas tem que analisar que cada bicicleta na rua é um cidadão com saúde que vai precisar menos do Sistema Único de Saúde. Cada bicicleta na rua é um veículo que não vai estar poluindo”, explicou.

Apesar dessa falta de atenção por parte do poder público ele disse que aos poucos às pessoas estão se conscientizando da importância de se locomover numa bicicleta, e não só pelo aspecto da saúde, mas também por uma questão prática, e explica: “Eu às vezes saio de carro para o Centro e perco mais 10, 15, 20 minutos procurando um estacionamento, mas se saio de casa na bicicleta ela vai onde eu entrar, ela entra comigo, ou seja, o carro estressa, a bicicleta não”.

O radialista disse que os comerciantes de Patos precisam atentar para a necessidade de destinar locais em seus estabelecimentos para que os ciclistas possam entrar com suas bicicletas.

Por fim ele resume esse momento da sua vida. “Estou com 50 anos e só estou pedalando há oito meses e já me sinto outra pessoa”.

 

Wandecy Medeiros wandecymedeiros@gmail.com

Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com 

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