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Prisão de Fabiano se deveu à apreensão de dados, coação de testemunhas e lavagem de dinheiro

O pedido de prisão do multimidia Fabiano Gomes na Operação Xeque Mate que apura corrupção na Prefeitura de Cabedelo foi fruto de novos dados obtidos na busca e apreensão feita no escritório do apresentador dia 17 de julho passado.

Segundo Fontes que acompanham o processo há fortes indicios de que ele estava coagindo testemunhas e apresentava elementos de lavagem de dinheiro.

A decisão de pedir a prisão é do Ministério Público acatada pelo desembargador João Benedito para resguardar a apuração de todo processo.

MAIS DETALHES

Os acusados na atual fase da operação são Leto Viana, Luceninha (José Maria de Lucena Filho), Roberto Santiago, Olívio Oliveira dos Santos, Fabiano Gomes da Silva, Lucas Santino da Silva e Fabrício Magno Marques de Melo Silva. Todos haviam sido alvos da primeira denúncia também. A denúncia, fruto da investigação da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), elenca dez eventos da suposta ação criminosa.

Confira os pontos ressaltados:

I – Da compra e venda do mandato de prefeito exercido por José Maria de Lucena Filho — “LUCENINHA” e a sua consequente renúncia ao cargo;

II- Irregularidades na Prefeitura Municipal de CabedeloPB: servidores-fantasmas; esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais;

III – Irregularidades na Câmara Municipal de Cabedelo-PB: servidores fantasmas; empréstimos consignados; esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais; envelopes em nomes de vereadores – termos de posse, folhas de ponto de servidores, cheques;

IV – Da “Operação Tapa-Buracos”;

V – Do financiamento da campanha de vereadores: cartas-renúncia apreendidas;

VI – Dos atos de corrupção envolvendo a avaliação, doação e permuta de terrenos pertencentes ao erário municipal envolvendo diversas empresas: Nordeste Mídia Digital Ltda., Cabo Branco Hotelaria, Projecta e Levanter;

VII – Das ações ilícitas para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares: distribuição de valores ilícitos para vereadores, com atuação pessoal de Wellington Viana França — “LETO VIANA”;

VIII – Da evolução patrimonial incompatível com a renda declarada e da ocultação meio de interpostas pessoas: Reuben Cavalcante, EDUARDO CUNHA CARNEIRO BRAGA e outros;

IX – Da utilização de estruturas municipais de segurança;

X – Ação da ORCRIM (Organização Criminosa) para a sucessão temporária na gestão fraudulenta – encontro no restaurante Picuí em Intermares.

A segunda denúncia se centra, especificamente, na compra do mandato de Luceninha. A peça protocolada na Justiça deixa claro que haverá outras denúncias, abrangendo as outras imputações contra os suspeitos.

COMO COMEÇOU – A denúncia conta como, segundo as investigações, iniciadas com a colaboração premiada do ex-vereador Lucas Santino, teria se desenrolado o crime. Tudo com a suposta participação ativa do empresário Roberto Santiago, que teria financiado o “negócio”.

O radialista Fabiano Gomes teria sido o responsável por procurar o empresário para falar do desejo de Luceninha de renunciar ao mandato.

A defesa do ex-prefeito sustenta que ele não recebeu dinheiro prometido e não há provas mesmo com a PF já estar acompanhando Luceninha por 2 anos.

WSCOM

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