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O que esperar do governo Sales Júnior?

As entrevistas que Sales concedeu deixaram entrever algumas linhas a seguir.

Primeiro, ele está consciente da transitoriedade do seu mandato. Por isso, acreditamos que não fará mudanças profundas na equipe, preservando aquilo de bom que venha sendo feito pelos seus antecessores.

Algumas funções de exercício mais aproximado e que requerem uma confiança mais pessoal como a chefia de gabinete e a assessoria jurídica podem ser mudadas.

Ele anunciou que, surpreendido com a renúncia e sem uma mínima transição, vai conversar com todos os secretários para avaliar o que está encontrando.

Dessa avaliação e do desempenho dos vários secretários, ele avaliará certamente os que merecem continuar e os que devem ser substituídos, por temporária que seja a sua permanência no cargo.

Desmontar completamente a estrutura até aqui montada, é uma, acreditamos, temeridade. Pode provocar uma paralisação da máquina administrativa. Embora seja isso, o que esperam os do seu grupo político e do grupo político a que Sales se liga. Todos desejosos de uma “boquinha”.

Observadores da vida da Câmara, observaram que muita gente, que há mais de dois anos ali não ia, apareceu na tarde/noite da posse de Sales Júnior. São as tradicionais aves de rapina que vivem sobrevoando o poder. Ávidos por uma carniça. Que ele tenha cuidado com os aventureiros que podem comprometer o seu futuro político. Tem gente boa no seu grupo, mas tem também muito aventureiros, doidos para se locupletarem e podem comprometer sua administração como fizeram com Francisca.

A responsabilidade de Sales Júnior é grande. Mas os que amamos Patos, só temos que torcer para que sua passagem pela Prefeitura, breve ou longa, seja bem sucedida. E que consiga derrubar os obstáculos que Bonifácio não conseguiu ultrapassar. Pelo menos uma coisa esperamos, que a Câmara de Vereadores não seja um destes obstáculos. Seja por solidariedade a “um deles”, seja por amor a Patos, o que, graças a Deus, alguns ainda têm. Oposição é natural na democracia. Fiscalizar é obrigação do parlamentar. Oposição sistemática é sintoma de interesses inconfessáveis e isso alguns, infelizmente, têm praticado.

 

Luiz Gonzaga Lima de Morais – Revista da Semana

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