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Açude de Coremas está mandando muita água para a Barragem de Mãe D’água neste domingo. Vídeos

Tem chovido muito no Vale do Piancó nos últimos dias e os dois maiores mananciais da Paraíba, o Açude Estevam Marinho (Açude de Coremas) e a Barragem de Mãe D’água, ambos localizados no município de Coremas, estão pegando muita água.

O Açude de Coremas tem capacidade para armazenar 744.144.694 m³ d’água e está com  385.038.617 m³ d’água. A Barragem de Mãe D’água tem capacidade para armazenar 545.017.499 m³ d’água e está neste momento com 235.792.438 m³.

Juntos, os dois mananciais formam o Complexo Coremas/Mãe D’água, o maior complexo hídrico da Paraíba e um dos maiores do país, importante na pecuária, na agricultura, na produção de peixes e abastecimento de toda a região. O complexo vivia dias difíceis em virtude dos anos sucessivos anos ruins de chuva, mas em 2020 acontece uma importante recuperação hídrica.

Em determinada cota as águas dos dois mananciais se encontram. O Açude de Coremas pode mandar água para a Barragem de Mãe D’água e vice-versa, dependendo de quem estiver com mais recarga e, desde a manhã da sexta-feira, 24 de abril, as águas do Açude de Coremas começaram a correr para a Barragem de Mãe, um momento marcante para os moradores de Coremas, que registram em fotos e vídeos esse acontecimento e postaram nas redes sociais.

Neste domingo, 26, Coremas amanheceu mandando muita água para a Barragem de Mãe D’água. Segundo as informações um metro e meio de altura d’água corre de um manancial para o outro. “Ver o manancial passando água para o outro é um evento raro, que só os mais velhos haviam visto”, disse José Albertino, secretário de Meio Ambiente, Pesca e Recursos Hídricos de Coremas.

Estando cheio, o complexo se torna um “mar d’água”, atraindo turistas de todo o Nordeste. O complexo transbordou pela última vez em 2011, mas não chegou a ser um forte transbordamento, “só lavou o balde”, como o sertanejo costuma dizer. Forte mesmo foi o transbordamento de 2009. Os coremenses vivem a expectativa de que, com essa recuperação hídrica, o complexo possa voltar a transbordar nos próximos anos.

Veja vídeos:

 

Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com

Vídeos: José Albertino e reprodução 

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