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Técnica de enfermagem vai a cemitério e grava despedida a colega de profissão, em Cubatão-SP

Publicação teve mais de 2 mil visualizações nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Uma técnica de enfermagem de Cubatão (SP) fez uma homenagem a um colega de profissão que morreu com sintomas de Covid-19 na madrugada do último sábado (25). O paciente, que também era profissional da saúde, não pode ter velório e teve um enterro restrito para um pequeno número de familiares. Como forma de homenagear o colega, Neide Gonzaga Mantovani, de 59 anos , fez uma transmissão ao vivo em frente ao cemitério da cidade (veja trecho acima). Veja o vídeo no G1.

Ao G1, a técnica explica que pensou em fazer a live para reunir conhecidos do colega José Luiz após descobrir que ele não poderia ter o corpo velado e seria sepultado com um número reduzido de familiares. “Senti como se fosse da minha família, porque sei que isso pode acontecer com todos nós”, desabafa Neide. Ela explica que conheceu o colega, técnico de enfermagem especializado em gesso, em unidades de saúde que trabalharam.

“Trabalhei um tempo no Samu, no Pronto Socorro, e só recentemente fui para a policlínica. Quem é da área da saúde sempre se encontra, em hospitais ou outros locais de trabalho. São 12 horas com a pessoa, então você cria um carinho, é como uma família”, declara a técnica. Após descobrir que o colega, que tinha sintomas da doença, não poderia ser velado, Neide decidiu fazer uma homenagem.

Ela relata que foi até o local pouco depois do enterro e começou o vídeo ao vivo nas redes sociais. Técnica e servidora pública há 14 anos, Neide tem uma rede de colegas em comum, e decidiu que faria a transmissão para reunir pessoas que gostavam do técnico e queriam prestar homenagem.

Neide alcançou mais de 2 mil pessoas com a transmissão e recebeu comentários de agradecimento pela ação. Com uma mensagem de despedida ao amigo, Neide fez o desabafo falando da solidão das vítimas e familiares neste momento e cantou uma música no final da transmissão. “Recebi muitas mensagens depois, de pessoas que conheciam ele e me agradeceram. Fiquei emocionada com alguns dos recados que recebi”, diz.

Após receber muitas respostas positivas à ação, a técnica desabafa. “Estou orando para que a gente não perca nenhum outro colega. Precisamos desses heróis vivos”, completa Neide.

G1

 

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