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Em Patos, garis relatam que estão sendo perseguidos e demitidos por serem filiados ao sindicato da categoria

Os garis que trabalham na Empresa Conserv, que é contratada pela Prefeitura Municipal de Patos, estão se queixando de jornada estafante, falta de condições de trabalho, caminhões quebrados, falta de material para trabalhar adequadamente, não cumprimento de leis trabalhistas, atraso nas cestas básicas, além de relatarem perseguição e demissão aos que reclamam e são filiados ao sindicato da categoria.

Nesta quinta-feira, dia 28, dois trabalhadores enviaram mensagens de voz ao Programa Polêmica, da Rádio Espinharas FM 97,9. Os garis estavam indignados, pois, na manhã do mesmo dia, foram demitidos sem nenhuma justificativa. Os garis confessaram que o gerente da Empresa Conserv vem fazendo pressão aos trabalhadores que reclamam das condições de trabalho e estão filiados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana do Estado da Paraíba (SINDLIMP/PB).

O SINDLIMP/PB vem fazendo denúncias constantes da situação dos garis da cidade de Patos. Atraso no auxílio alimentação, atraso nos salários, falta de depósitos no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), não pagamento de férias, péssimas condições de trabalho e outras queixas que já foram comunicadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O presidente do SINDLIMP/PB, Radamés Cândido, não descartou haver paralisação da categoria na cidade de Patos diante da situação precária e até humilhante de trabalho.

De forma clara, a Empresa Conserv descumpre o Artigo 199, do Código Penal, que relata: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional: Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência”. O fato já foi levado ao conhecimento do prefeito interino de Patos, Dr. Ivanes Lacerda, que manteve silencio aos questionamentos. O descumprimento da legislação trabalhista e penal pode acarretar o afastamento de qualquer empresa do cumprimento de serviços à União, Estado e Municípios, conforme vários juristas.

A reportagem fez contato com o proprietário da Empresa Conserv, Herbert Gomes. Ele respondeu via mensagem que “não existe perseguição, existe demissão a quem não dá valor ao prato que come”, ainda acrescentou: “Não sou obrigado a admitir esse tipo de reclamação. A empresa não é pública, é privada”. O empresário também se queixou de atrasos por parte da Prefeitura Municipal de Patos.

 

Jozivan Antero – Folha Patoense

 

 

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