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Ator Nick Cordero morre aos 41 anos de Covid-19

(Foto: Reprodução)

O ator Nick Cordero morreu aos 41 anos, devido a complicações da Covid-19 durante a pandemia de coronavírus. Famoso pela série Lei & Ordem e outras produções da televisão americana, além de diversas peças da Brodway, ele estava internado desde o final de março no Hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, e chegou a ter a perna direita amputada em abril e precisou de suporte mecânico para o coração funcionar e um ventilador para poder respirar. Ele deixa a mulher, Amanda Kloots, e um filho de 10 meses, Elvis.

“Deus tem outro anjo no céu agora. Meu querido marido faleceu esta manhã. Ele estava cercado de amor por sua família, cantando e orando enquanto deixava gentilmente esta terra. Estou incrédula e ferida em todos os sentidos e lugares. Meu coração está partido porque eu não consigo imaginar nossas vidas sem ele. Nick era uma luz tão brilhante. Ele era amigo de todos, adorava ouvir, ajudar e principalmente conversar. Ele era um ator e músico incrível. Ele amava sua família e adorava ser pai e marido. Elvis e eu sentimos sua falta em tudo o que fazemos, todos os dias”, lamentou sua mulher ao informar a morte.

“Para o médico extraordinário Dr. David Ng, você era meu médico positivo! Não há muitos médicos como você. Gentil, inteligente, compassivo, assertivo e sempre ansioso para ouvir minhas idéias loucas ou ligar para outro médico para mim para uma segunda opinião. Você é um diamante em bruto.”

COMPLICAÇÕES

Nick foi hospitalizado após sentir sintomas parecidos de uma pneumonia e chegou ter dois resultados negativos para a Covid-19 antes de testar positivo. Durante sua internação, ele foi colocado em como induzido e precisou fazer diálise para os rins. O ator chegou a passar por uma cirurgia de emergência para aliviar o fluxo sanguíneo em uma das pernas, mas teve vários coágulos que não puderam ser controlados com medicação anticoagulante, já que os remédios provocaram uma hemorrogia intestinal. Com a medicação suspensa, os coágulos na perna voltaram e foi preciso amputar o membro.

No final de abril, Nick testou negativo para o coronavírus, mas sua situação continuou crítica – ele precisou ser reanimado e não recobrou a consciência. Indicado para o prêmio Tony, o mais importante do teatro americano, pela peça Bullets Over Broadway, Nick atuou ainda nos espetáculos Rock of Ages, Waitress e A Bronx Tale, e teve, depois do resultado negativo para a Covid-19, uma infeccão nos pulmões, que levou a um choque séptico.

“Devido à Covid-19, os pulmões estão severamente danificados. Os médicos disseram é como se ele tivesse sido um fumante por 50 anos. Há buracos no pulmão do Nick. Não queremos isso”, desabafou Amanda no dia 30 de abril, ao relatar o estado de saúde do ator.

Durante o tempo que o ator esteve hospitalizado, Amanda atualizou a família e os amigos, via Instagram. Ela não teve contato com o marido após ele ser diagnosticado com coronavírus – por segurança, pacientes com Covid-19 não podem receber visitas.

“Em algum momento, todos os dias, eu vou para o Cerdars-Sinai e fico do lado de fora do hospital. Falo com Nick, rezo, toco a música dele e canto para ele! É o mais próximo que posso chegar dele diariamente. Quero enviar um enorme obrigado a todas as enfermeiras e médicos, esses heróis da saúde, cuidando não apenas do meu marido, mas de todos os pacientes com Covid-19. Eles são pessoas verdadeiramente surpreendentes e incrivelmente inteligentes que estão arriscando suas vidas todos os dias para salvar os outros”, contou ela em um post no Instagram.

Uma vaquinha online para ajudar a família com as despesas médicas do tratamento de Nick arrecadou, até o dia 1º de maio, US$ 470 mil, ou pouco mais de R$ 2,5 milhões.

No começo de maio, Nick, que estava em coma, abriu os olhos pela primeira vez e também demonstrou sinais de melhora, usando em menor volume o ventilador para os pulmões. Porém, no dia 20 de maio, Amanda chorou ao falar que o estado de saúde piorou novamente. Recentemente, Nick, que estava em coma, abriu os olhos pela primeira vez e também demonstrou sinais de melhora, usando em menor volume o ventilador para os pulmões.

Revista Quem

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