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Câmara Superior de Ensino da UFCG repudia postagem machista de professor da instituição

Câmara Superior de Ensino da UFCG repudiou fala machista de professor (Foto: divulgação)

A Câmara Superior de Ensino da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) divulgou uma nota de repúdio a postagem de teor machista e ofensivo de um professor do curso de Engenharia Elétrica da instituição.

O caso ocorreu no último fim de semana, quando uma postagem do professor Francisco das Chagas Fernandes Guerra no Facebook começou a repercutir negativamente nas redes sociais e na imprensa. No texto, o professor diz que os homens fazem os trabalhos mais pesados e no entanto as mulheres ficam ”latindo e reclamando”. Ele também usou diversos palavrões.

Diversas entidades manifestaram repúdio, incluindo a Assembleia Legislativa da Paraíba e o Diretório Central dos Estudantes da UFCG. Após a repercussão negativa, o professor deletou a conta do Facebook. A UFCG informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.

Leia na íntegra a nota da Câmara Superior de Ensino:

Nós, membros da Câmara Superior de Ensino, da Universidade Federal de Campina Grande, vimos a público, neste dia, expressar nosso repúdio aos comentários proferidos, em redes sociais, por um professor do curso de Engenharia Elétrica desta Instituição. Repugnamos o teor machista, misógino e desrespeitoso com o qual o professor se referiu às mulheres.

Reiteramos o compromisso social que tem esta instituição pública, e entendemos que, mesmo no âmbito da vida privada, expressar-se livremente, não condiz com ferir a dignidade alheia, neste caso, mais especificamente das mulheres. O comentário do professor revela uma total ignorância sobre as demandas de gênero, que se perpetuam até hoje através do sistema patriarcal, que minimiza e objetifica as mulheres e destila preconceitos de várias ordens.

A luta por direitos e emancipação feminina é longa, cheia de percalços, e sobretudo, histórica. E, nesse âmbito, não se pode permitir que mais violências sejam perpetradas diante de um cenário ainda inseguro para a vida das mulheres, forjado pelo ranço dos “machismos”, que ganham novas faces dia após dia.

Outrossim, reiteramos o compromisso de formar profissionais, com mentes emancipadas, que tornem possível cenários, não só profissionais, mas humanos, baseados no respeito mútuo, na tolerância e na ética das relações. Que a verdadeira liberdade de expressão, possa vir de mentes livres de preconceitos de qualquer ordem. Nesse sentido, nós da Câmara Superior de Ensino, externamos nossa luta contra quaisquer formas de ataques à dignidade humana e lamentamos profundamente a postura deste colega de profissão.

Campina Grande, 15 de outubro de 2020

Bárbara Wanderley – ClickPB

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