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Advogado de Teixeira tem WhatsApp clonado e golpista tenta aplicar golpe em jornalista pernambucano

O advogado Renan Marques (foto acima), filho do prefeito eleito de Teixeira, na Região Metropolitana de Patos, Wenceslau Marques, teve o WhatsApp clonado na manhã desta segunda-feira (30). O crime já se tornou comum através do aplicativo de troca de mensagens.

Logo de manhã o advogado postou no Facebook um comunicado alertando que o seu WhatsApp tinha sido clonado e estava sem conseguir acessar a conta. Logo após o comunicado, amigos do profissional começaram a receber mensagens do golpista se passando por Dr Renan e pedindo dinheiro através de depósito em conta bancária.

Umas das vítimas que o criminoso tentou dar o golpe foi o jornalista pernambucano João Paulo Pereira, do Blog Repórter do Sertão, com sede em Itapetim-PE. O jornalista conta que por volta das 11h o golpista entrou em contato com ele pedindo para que fizesse uma transferência de R$ 1.560,00 até às 16h desta segunda.

“A princípio eu até pensei que se tratava mesmo de Dr Renan, mas no momento em que ele perguntou se eu estava conseguindo acessar minha conta bancária, eu já percebi que se tratava de um golpe. Mesmo assim, me fiz de inocente para ver até aonde o delinquente ia chegar, foi quando ele me pediu para fazer uma transferência de R$ 1560,00 até às 16h de hoje”, contou João Paulo.

O jornalista disse que mesmo depois do delinquente pedir o valor, ele continuou conversando com o autor da tentativa do golpe e solicitou que ele lhe repassasse a conta bancária.

“Eu continuei falando com ele, pedi os dados da conta bancária ele me repassou o número de uma conta Nubank e o CPF de um desconhecido, provavelmente de um laranja, e me pediu para que lhe mandasse o comprovante quando fizesse a operação. Demorado alguns minutos, o golpista perguntou se tinha dado certo, eu falei que só podia fazer à tarde. Em seguida ele escreveu um palavrão eu respondi, ele apagou os dados da conta bancária e me bloqueou”, explicou o jornalista. Leia a conversa abaixo:

Golpista: Esta podendo falar?

Jornalista: Bom dia

Jornalista: Pois não

Golpista: Queria te pedir um favor se puder

Jornalista: Pois não Dr

Jornalista: Pode falar

Golpista: Esta conseguindo acessar sua conta do banco normal hoje

Jornalista: Sim

Golpista: Qual banco você está utilizando?

Jornalista: Brasil

Golpista: Consegue fazer uma transferência para mim até as 16:00 lhe passo o valor

Jornalista: Qual o valor?

Golpista: 1.560.00

Golpista: Consegue?

Jornalista: Certo

Jornalista: Me passe a conta

Golpista: Dados da conta (mensagem apagada após o fim da conversa)

Golpista: Quando conseguir me manda o comprovante por favor

Jornalista: Ok amigo

Jornalista: Assim que fizer eu lhe mando

Golpista: Ta ok

Golpista: [minutos depois] Deu certo aí?

Jornalista: Ainda não

Jornalista: Só a tarde posso fazer

Golpista: Vai se fo…

Jornalista: Va trabalhar seu criminoso

De acordo com matéria do G1, esse tipo de crime começa quando o golpista pega um número de celular na internet, geralmente de sites de anúncios, e liga para a vítima relatando um falso problema no cadastro. Para corrigir, ele diz que vai enviar para a pessoa um número de protocolo, e pede que a pessoa passe para ele o código de seis dígitos que vai chegar por SMS. Mas esse código é, na verdade, os números para instalar o aplicativo em outro aparelho.

Quando o golpista tem acesso ao código, na mesma hora ele toma conta do WhatsApp da vítima e passa a pedir dinheiro aos contatos como se fosse a pessoa. Quem acredita estar ajudando um conhecido, amigo ou parente faz a transferência para a conta de um “laranja” e provavelmente nunca mais recupera o dinheiro.

Teixeira em Foco

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