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Moda e diversidade: empreendedora paraibana faz sucesso com marca de roupas sustentáveis e sem gênero

Maria Celina Pessoa (Foto: acervo pessoal/Instagram)

Incentivar a sustentabilidade e a diversidade no universo da moda, através de peças de roupa que não tenham gênero definido e que adotem em sua produção um processo mais sustentável. Essa é a proposta da Viva Celina, marca de moda criada pela empreendedora paraibana Maria Celina Pessoa, que foi premiada recentemente pelo Mapeamento Sebrae de Economia Criativa do Nordeste.

Realizado pelo Sebrae em parceria com o Impacta Nordeste, e com busca e seleção da Pipe.Social, o mapeamento teve como objetivo compreender melhor o ecossistema de economia criativa da região Nordeste, buscando identificar seus desafios e oportunidades, para contribuir com o fomento ao setor. Ao todo, foram mapeados mais de 500 negócios, divididos em quatro categorias. A Viva Celina, que atua no mercado há dois anos, foi a vencedora da categoria consumo.

Para Maria Celina, a conquista é sinônimo de reconhecimento. “Para nós, (ela) representa o reconhecimento do trabalho que fazemos com tanto amor e dedicação. Além disso, a votação foi pública, o que mostra que o consumidor de economia criativa está engajado e que nosso público acredita no trabalho da marca”, afirmou.

Atendida pelo Sebrae Paraíba desde o início do negócio, Maria Celina já realizou consultoria técnica e também participou do grupo de empreendedores do segmento de vestuário criado pela instituição. Com participação na Feira Internacional de Economia Criativa, também realizada pelo Sebrae, a empreendedora destacou os planos para o futuro da marca.

“Acabamos de passar por um ano bem difícil para todos, especialmente para a indústria de vestuário. Então, 2020 foi um ano de reavaliação do trabalho que vínhamos fazendo e começamos 2021 repletos de projetos e práticas sustentáveis para colocarmos em ação. O nosso próximo passo é implantar a logística reversa de nossas peças, em que o cliente pode nos trazer um produto Viva Celina que não usa mais e nós vamos dar um destino a essa peça, que poderá virar uma nova peça ou ir para uma segunda linha nossa. Em troca, o cliente recebe um vale desconto para usar em sua próxima compra”, explicou.

Ainda falando sobre economia criativa, Maria Celina também destacou a importância dela para a região Nordeste.  “A economia criativa tem tudo a ver com o Nordeste. Somos um povo genuinamente criativo e, quanto mais investirmos e valorizarmos a economia criativa, mais oportunidades de crescimento e visibilidade teremos. É um mercado que está em crescente expansão e, se bem administrado, irá gerar cada vez mais emprego e renda para o Nordeste”, ressaltou.

Também falando sobre o assunto, a gestora de turismo e economia criativa do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, destacou que esse conceito se tornou uma poderosa força transformadora no mundo atual. “É uma das economias que cresce mais rápido, no mundo, em geração de renda, criação de empregos e ganhos de exportação. A economia criativa também contribui significativamente para a inclusão social, sustentabilidade, inovação e para a diversidade cultural. Pensar como economia criativa é internalizar o conceito de abundância, pois os seus pilares, que são criatividade, tecnologia, conhecimento e cultura, são intangíveis, agregam valor econômico, não se esgotam e se multiplicam com o uso”, acrescentou.

Assessoria

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