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Prefeitura de Malta realiza agenda inédita: o “Julho das Pretas” para dar visibilidade ao mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

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A Prefeitura de Malta, na Região Metropolitana de Patos, em parceria com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM) e a Secretaria de Assistência Social realizou uma agenda inédita de atividades para dar visibilidade ao mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Chamada de “Julho das Pretas”, a iniciativa começou no dia 25 de julho e terminou nessa sexta-feira (30), a agenda aconteceu de forma virtual e presencial (seguindo os protocolos contra a Covid-19), no qual foram feitas indicações de livros escritos por autoras pretas; filmes protagonizados por mulheres pretas; destacou algumas mulheres que foram importantes para a história do feminismo preto, além de incentivar na desconstrução de termos racistas enraizados na nossa sociedade, mostrando relatos de histórias de luta das mulheres pretas e fechando com chave de ouro foi realizado uma oficina de tranças nagô, ministrada por Ângela Silva Avelino, uma patoense que luta diariamente no combate ao racismo e enaltecendo a beleza da mulher preta. O curso contou com a participação de cabelereiras pretas da nossa cidade, que ficaram encantadas com a organização, estrutura e suporte oferecido para elas aprenderem a trabalhar com tranças e toda a história por trás dessa prática.

No dia 25 de julho foi escolhido para ser o Dia da Mulher Negra Latino-Americana Caribenha desde 1992. No Brasil, a Lei nº 12.987 de 2014 tornou o 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante liderança quilombola, resistindo à escravidão por décadas, junto a sua comunidade negra e indígena.

De acordo com o prefeito Igor Rosa, é extremamente importante a população em geral se inspirar, conhecer, exaltar e valorizar o trabalho das mulheres pretas que fizeram e fazem até hoje a diferença no debate sobre gênero e raça.

“Nossa gestão levanta esse debate com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o papel transformador das mulheres negras na sociedade e combater o racismo, que ainda faz com que elas sejam maioria em situação de violência domestica, comunitária, institucional e politica”, disse Igor Rosa.

Aparecida Moreno, coordenadora da CPPM agradeceu a participação de todas as mulheres pretas em especial ao suporte oferecido pela gestão municipal. “É gratificante levantar essas pautas e ter o apoio da população em geral, que através das redes sociais nesse momento de pandemia abraçaram a causa até a oficina realizada na sexta-feira (30). Nosso gestor municipal é muito consciente sobre essa luta, então recebemos todo o suporte necessário. Foi maravilhoso”, afirmou a coordenadora.

Ângela Silva, ministrante da oficina de tranças nagô, destacou a importância das mulheres pretas na sociedade. “Nós, mulheres pretas, somos fundamentais na história e cultura do nosso país. Estamos na luta para instruir uma sociedade que seja referência na equidade de gênero, é urgente que essa luta esteja conectada com o antirracismo”, afirmou Ângela.

Na oficina foram doados às participantes produtos e objetos para auxiliarem no desenvolver das tranças nagô.

Essa ação é apenas o início de uma longa jornada que a CPPM junto à Prefeitura percorrerão para lutar contra a desigualdade de gênero e raça.

Assessoria

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