Início Política Mourão diz que voto impresso é caso encerrado e que seria ‘ridículo’...

Mourão diz que voto impresso é caso encerrado e que seria ‘ridículo’ se desfile militar quisesse pressionar o Congresso

Hamilton Mourão (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quarta-feira (11) que o voto impresso, derrotado na Câmara, é um caso encerrado. Mourão afirmou ainda que, na opinião dele, o desfile militar da terça (10) não tinha objetivo de pressionar o Congresso. Segundo Mourão, seria “extremamente ridículo” se a intenção tivesse sido essa.

Mourão falou com jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto. Ele foi questionado sobre a derrota do governo na votação do voto impresso.

“Acho que o assunto foi colocado. A própria Justiça Eleitoral, eu acho que vai se esforçar dentro do processo que existe para dar mais publicidade e transparência. Então acho que, no final das contas, saímos bem. Para mim está encerrado [o assunto]. O Congresso decidiu, está decidido”, afirmou o vice.

Outra pergunta para Mourão foi sobre o desfile militar organizado pela Marinha na manhã da terça, horas antes de a Câmara analisar o voto impresso. Para parlamentares, o ato foi uma tentativa de intimidação, já que o presidente Jair Bolsonaro defende o voto impresso.

O desfile, que colocou veículos blindados na Praça dos Três Poderes, oficialmente tinha a finalidade de entregar um convite para Bolsonaro assistir a um exercício militar.

Bolsonaro participou da entrega do convite ao lado de ministros e comandantes militares. Mas Mourão, general da reserva, não estava presente. Ele disse que não foi convidado.

“A Marinha quis fazer uma homenagem ao presidente. Eu vejo dessa forma. Eu acho que estava marcado antes isso aí. Se fosse para ser colocado como uma forma de pressão no Congresso, seria extremamente ridículo. Não vejo dessa forma”, disse Mourão.

G1

Print Friendly, PDF & Email
Em cumprimento à Legislação Eleitoral, o portal Folha Patoense não publicará os comentários dos leitores. Voltaremos ao normal logo após o período eleitoral.