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Trabalhador sofre acidente, tem perna amputada, perde movimento em um dos braços, fica sequelado, mas não consegue amparo junto ao INSS, em Patos

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No dia 11 de março de 2020, o trabalhador Carlos Roberto de Araújo Martins, de 33 anos, sofreu um grave acidente de moto quando se deslocava de São José do Egito-PE para a cidade de Teixeira-PB. Ele trabalhava como entregador de gás de cozinha, mas desde então a sua vida teve uma reviravolta e ficou muito delicada a situação para seu sustento.

Carlos relatou que um caminhão pipa colidiu com ele em sua moto na estrada que liga o Estado de Pernambuco à Paraíba. Com o impacto, Carlos ficou desacordado e com graves ferimentos pelo corpo. O trabalhador foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), depois levado para o hospital em São José do Egito e depois, diante da gravidade, transferido para o Hospital de Trauma de Campina Grande.

Passados vários dias de internação, realizadas cirurgias e em decorrência de problemas diversos, o trabalhador teve a perna esquerda amputada, ficou com sequelas que reduziram a mobilidade em um dos braços e na mão. A vida do trabalhador ativo mudou completamente e ele passou a depender de seus familiares e amigos para poder ter o mínimo de dignidade.

Atualmente, Carlos Roberto está residindo na casa do seu cunhado na comunidade rural Ilha do Antero, no Município de São José do Bonfim, região metropolitana de Patos. Ele é casado e vem passando por dificuldades. O trabalhador buscou amparo junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), mas teve o direito negado pelo órgão. Após a reforma da previdência, o INSS impôs ainda mais restrições para amparo e aposentadorias por problemas de saúde.

Carlos Roberto conseguiu ajuda de amigos e constituiu o advogado Dr. Halem Souza para entrar com um recurso na 14ª Vara da Justiça Federal em Patos para tentar reverter a decisão do INSS. Recentemente, a Vara Federal esteve envolvida em uma grande discussão justamente por casos como o do trabalhador que teve o direito negado no INSS. O magistrado federal não quer receber ações após a negativa do INSS e houve protesto por parte da OAB/Patos.

Jozivan Antero – Polêmica Patos

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