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Petrobras reduz preço da gasolina pela 2ª vez em menos de 10 dias

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 28, uma nova redução no preço da gasolina.  A partir de sexta-feira, 29, o preço dos produtos na refinaria ficará 15 centavos mais barato. O litro passa de 3,86 reais para 3,71 reais, uma redução de 3,88%.  Esta é a segunda queda no preço da gasolina em menos de dez dias, já que no dia 20 o combustível caiu 4,92%. Assim como no anúncio anterior, não há alteração no valor do diesel.

A queda nos preços da gasolina acompanha o movimento do barril de petróleo no mercado internacional devido a política de paridade de preço internacional — o PPI– tão criticado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) quando a política de preços resultava em combustível mais caro. Negociado na casa dos 106 dólares nesta quinta-feira, o barril de petróleo chegou a ser cotado em 140 dólares este ano, no início do conflito entre Rússia e Ucrânia. Apesar da guerra entre os dois países do leste europeu ainda continuar, o risco de recessão global e a desaceleração de grandes economias (como a queda no PIB dos EUA) diminuiu a demanda por petróleo. Além do valor do barril, a política de preços também leva em consideração a cotação do dólar. “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina e é coerente com a prática de preços da Petrobras”, afirma o comunicado da petroleira.

A nova queda nas refinarias pode influenciar ainda mais na desaceleração da inflação. Na prévia de julho, a inflação ficou em 0,13%, puxada principalmente pela queda no preço da gasolina pela redução do ICMS nos estados. O índice de preços não pegou a variação com a queda dos preços nas refinarias. Como o grupo de transportes é o que tem mais peso no IPCA, a redução dos combustíveis influencia na desaceleração do indicador.  A redução da inflação e o impacto dela na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua busca pela reeleição foi o que motivou a articulação do projeto do ICMS e as seguidas trocas no comando da estatal.

Esse é o segundo reajuste no preço dos combustíveis desde que Caio Mario Paes de Andrade assumiu a presidência da estatal — e o segundo para baixo. Paes de Andrade, ex-secretário do Ministério da Economia e próximo a Paulo Guedes, é o terceiro presidente da Petrobras no ano (e o quarto durante o mandato de Bolsonaro). Assim como na decisão passada tomada pela diretoria executiva da petroleira, o anúncio vem com um recado com um tom apaziguador entre a estatal e o desejado pelo Planalto. Em nota, a empresa afirma que “busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Preços

Vale lembrar que a política de paridade de preço está em vigor desde 2016. Em reunião na última quarta-feira,  quarta-feira, 27, o Conselho de Administração da Petrobras decidiu manter sob responsabilidade da diretoria executiva da estatal as decisões sobre a política de preços de combustíveis. Havia uma possibilidade de alteração no processo, que poderia passar a ser definido pelo próprio corpo de conselheiros. Há cada três meses, no entanto, a diretoria deve reportar ao conselho “a evolução dos preços praticados” e a participação da Petrobras no mercado. A decisão vale tanto para diesel, a gasolina e o gás de cozinha.

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