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Menina de 2 anos que morreu em incêndio tentou proteger irmã de 4 meses, em Goiás

Vitimas de incêndio em casa — Foto: reprodução/TV Anhanguera

As irmãs Gabriela da Silva Ferreira, de 2 anos, e Juliana da Silva Ferreira, de 4 meses, estavam dormindo quando foram carbonizadas após uma vela cair no quarto em que elas estavam. O delegado responsável pelo caso, André Fernandes, conta que o corpo da mais velha foi encontrado sobre a bebê, o que aponta que a menina tentou proteger a irmã.

O caso aconteceu na noite de segunda-feira (12), no Setor Alda Tavares, em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a mãe das meninas estava na casa do irmão, para onde havia acabado de se mudar e passava a primeira noite no local. Já o pai estava trabalhando e na companhia dos dois filhos mais velhos.

As crianças estavam dormindo em um cômodo ao fundo da casa, bem pequeno, e o único que não tinha energia, segundo a polícia. Junto com as meninas estava uma prima, de 8 anos, que conseguiu correr.

“Como eles se mudaram recentemente, as coisas ainda estavam no chão, tinha sapato, etc. E não tem energia nesse cômodo, era escuro, então foi colocado uma vela. Junto com as irmãs estava uma prima de 8 anos”, conta o delegado.

O investigador conta que a prima, assim que viu as chamas, conseguiu correr e contar para a tia, que estava na cozinha. Assim que soube, ela largou a janta que fazia e tentou acudir as filhas, mas as chamas já haviam se espalhado pelo quarto. Uma foto tirada pela PC mostra a comida ainda sobre o fogão (veja abaixo).

“A menina foi muito esperta, ela foi pra rua, pediu ajuda e os vizinhos entraram e viram a mãe desesperada. A mulher estava com a janta por fazer”, descreve o investigador.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, até a tarde de terça-feira (13), o corpo das crianças ainda estava no IML para passar por exame de DNA. A família, muito abalada, já prestou depoimento. O delegado ainda informou que toda a versão apresentada pela mãe foi constatada pela Polícia Civil.

“A princípio foi um acidente, a perícia narra como um acidente”, finaliza André Fernandes.
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