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Paraíba tem meta de vacinar mais de 760 mil cães e gatos em campanha contra raiva animal

Imagem: Free-Photos/Pixabay

A Paraíba terá campanha de vacinação contra a raiva animal até o dia 30 de outubro, com a meta de vacinar mais de 760 mil cães e gatos. O Dia D da campanha acontecerá no próximo sábado (24), marcando a abertura da ação estadual. O Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está organizando a Campanha de Vacinação contra a Raiva Animal, que faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) para a prevenção da doença infecciosa aguda viral que pode ser transmitida também aos humanos.

Na Paraíba, a meta deste ano é imunizar 761.830 animais, a partir dos 3 meses de idade, sendo 560.127 cães e 201.703 gatos.

A transmissão do agravo entre humanos e animais se dá por meio de mordidas, arranhões e saliva de animais infectados em contato com a pele lesionada ou mucosas. O vírus acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução, sendo letal em aproximadamente 100% dos casos.

Caso de raiva na Paraíba

Uma mulher morreu em João Pessoa, no dia 13 de julho de 2020, vítima de raiva animal, conforme já noticiado pelo ClickPB. Ela havia sido mordida por uma raposa em Riacho dos Cavalos, no Sertão paraibano, em abril do mesmo ano. A mulher precisou amputar parte da mão, ficou internada em estado grave, tendo espasmos, não resistiu às sequelas e foi a óbito. Ela estava internada no Hospital Universitário (HU) de João Pessoa, após ter sido transferida do Hospital de Catolé do Rocha. O exame que confirmou o caso de raiva foi divulgado em junho de 2020, quando a Secretaria de Estado da Saúde emitiu alerta sobre a doença e divulgou o caso ocorrido.

23 anos sem raiva em cães e gatos

O chefe do Núcleo de Zoonoses da Secretaria, o médico veterinário Francisco de Assis Azevedo, destacou que, apesar de não haver registros de raiva humana transmitida por cães e gatos há 23 anos na Paraíba, não é momento de descuidar da proteção por vacina.

“A vacina contra raiva animal utilizada na campanha é de cultivo celular com uma resposta imunológica duradoura, mas é preciso que seja aplicada anualmente para que a proteção do animal, e consequentemente da população, seja efetiva. A vacinação faz parte do Plano de Eliminação da Raiva Humana transmitida por cães, principal fonte de infecção no ciclo urbano”, explica o veterinário.

Campanha

Para a campanha deste ano, Assis ressalta que foram realizadas capacitações com as 12 Gerências Regionais de Saúde a respeito do manejo de materiais e montagem dos mais de 800 postos de vacinação, que serão divididos nos 223 municípios paraibanos durante o Dia D. “A mobilização deste ano contará com aproximadamente seis mil profissionais de saúde, das 8h às 17h no sábado, mas a campanha segue até o dia 30 de outubro e a população pode procurar o município de residência para vacinar o seu cão, ou o seu gato”, observa.

Além das orientações e planejamento da campanha, a SES distribui para as Gerências Regionais de Saúde todos os insumos necessários como seringas e agulhas descartáveis, vacinas a serem aplicadas. A partir da próxima semana todos os municípios estarão abastecidos.

A Paraíba não registra casos de raiva humana transmitida por cães há 23 anos. Os últimos casos da doença na Paraíba em humanos, onde o animal agressor foi o cão, foi em 1999 nos municípios de Queimadas e João Pessoa.

Raiva, infecção viral

A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo. A doença apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores silvestres têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.

A única forma de evitá-la é através da vacinação que não tem contraindicação. Caso não seja feita a devida prevenção, a doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução, sendo letal em aproximadamente 100% dos casos, tanto para os homens quanto para os animais.

Lucas Isídio – ClickPB

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