Início Política PRF diz que prendeu 49 pessoas por bloqueios em rodovias federais

PRF diz que prendeu 49 pessoas por bloqueios em rodovias federais

Vista de trecho de bloqueio na Rodovia Raposo Tavares em Sorocaba (SP) — Foto: William Silva

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta quarta-feira (16), que 49 pessoas foram presas por bloqueios em rodovias federais, feitos por grupos contrários ao resultado das eleições. As ocorrências foram registradas entre 31 de outubro e 9 de novembro, data da última interdição.

Os atos começaram ainda na noite de 30 de outubro, após o resultado do segundo turno. O ápice ocorreu no dia 1º de novembro, quando foram pelo menos 460 bloqueios, em 22 estados e no Distrito Federal (veja detalhes abaixo).

De acordo com a PRF, o estado que mais registrou prisões foi Santa Catarina, com 13. Em seguida, aparecem Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, onde cinco pessoas foram detidas. Confira o balanço completo:

  1. Santa Catarina: 13 prisões
  2. Mato Grosso do Sul: 5
  3. Espírito Santo: 5
  4. Rio Grande do Sul: 4
  5. Minas Gerais: 4
  6. Pernambuco: 3
  7. Goiás: 2
  8. Maranhão: 2
  9. Rondônia: 2
  10. Paraná: 2
  11. São Paulo: 2
  12. Rio de Janeiro: 2
  13. Mato Grosso: 1
  14. Roraima: 1
  15. Rio Grande do Norte: 1

No dia 31 de outubro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram uma decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, que determinou à PRF e às polícias militares dos estados o desbloqueio das rodovias. Os atos provocaram transtornos em diversas regiões, com suspensão de venda de passagens de ônibus interestaduais, desabastecimento de produtos e suspensão de serviços de saúde.

Investigação

Em meio à situação, o Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Polícia Federal (PF) investigue possíveis crimes cometidos pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Segundo o ofício, o inquérito deve apurar blitz realizadas pela corporação durante o segundo turno das eleições e omissão em relação aos bloqueios em rodovias.

O MPF diz que, se comprovada omissão do diretor da PRF sobre o bloqueio nas vias federais, o caso pode ser considerado prevaricação. Além disso, Silvinei Vasques – que declarou apoio a Bolsonaro na eleição – pode responder por “crimes praticados por invasores de rodovias”.

A prevaricação está configurada quando o funcionário público retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou age contra regra expressa em lei, “para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. A pena é de detenção de três meses a um ano, e multa.

Nesta terça-feira (15), o MPF no Rio de Janeiro pediu o afastamento do diretor-geral da PRF por 90 dias e a condenação dele por improbidade administrativa. O MPF argumenta que Silvinei fez uso indevido do cargo para favorecer a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

G1 DF

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