Início A Crise hídrica no semiárido vai continuar em 2018

A Crise hídrica no semiárido vai continuar em 2018

Barragem da Farinha

A perspectiva é de pouca recarga hídrica na maioria dos grandes açudes do Cariri, Sertão e Alto Sertão da Paraíba em 2018, e esse cenário também deve ser observado no semiárido do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e porção central do Piauí, é o que afirma o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira.

Com condições oceânicas desfavoráveis atualmente, um novo vilão das secas do semiárido dos mencionados estados surge, e de forma bastante clara: o aquecimento abaixo do normal do Oceano Atlântico Sul na altura da costa do Nordeste, fenômeno observado desde 2012.

Se for feita uma espacialização das chuvas no semiárido de 2012 para cá, é possível dizer que vem chovendo de normal a abaixo da média, agora em termos de quantidade de municípios, pode-se afirmar que a maioria dessas localidades vem registrando chuvas abaixo da média.

A previsão mais importante de todas diz respeito a recarga de água nos grandes açudes que abastecem as cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão do Estado.

Nessa concepção, o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira, vem indicando ano após ano, pouca recarga hídrica na maioria dos grandes açudes do semiárido paraibano desde 2013, obtendo um índice de acerto de 100%. Para os reservatórios que abastecem Patos, o pesquisador indicou em 2014 um cenário de bom armazenamento de água e acertou em cheio. Naquele ano choveu 983 mm na Embrapa (posto pluviométrico oficial da cidade), e com chuvas bem concentradas em março, totalizando 545 mm, os mananciais da cidade armazenaram mais de 90 milhões de metros cúbicos de água, fato que inclui também o Açude de Coremas e a Barragem de Mãe d’ Água.

Para os demais anos da série a partir de 2012, o pesquisador indicou especificamente para os cinco reservatórios que abastecem Patos, pouca recarga hídrica, e também acertou 100%.

Para 2018 o estudioso indica novamente pouco armazenamento de água para os mananciais da cidade, recarga máxima de 15% no citado ano, e continuidade da crise hídrica na maioria dos grandes açudes do semiárido dos estados já mencionados anteriormente.

Rodrigo Cézar Limeira – Folha Patoense

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