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DIABETES TIPO 2

Imagem ilustrativa (tuasaude.com)

Checar a quantidade de Glicose (Glicemia) circulante no sangue é um exame necessário para qualquer pessoa, seja ela diabética ou não. É que a elevação da Glicose no sangue, chamada de Hiperglicemia, pode causar sérios danos à saúde, principalmente se a situação se repetir ou se mantiver por muito tempo. Para os diabéticos, seguir um tratamento individualizado é indispensável, mas os hábitos também fazem toda a diferença. Quais medidas são essas, saberemos a seguir.

A Glicose é necessária para que todo o corpo funcione adequadamente, mas o excesso pode trazer prejuízos à saúde.

Variações bruscas de Glicemia no sangue podem afetar também pessoas não diabéticas, causando sérios problemas. Altos níveis de Glicose no sangue estão relacionados com uma maior incidência de demência mesmo em quem não tem Diabetes.

Os alimentos têm três tipos de macronutrientes: os Carboidratos, as Proteínas e as Gorduras, e precisam ser consumidos de forma equilibrada, variando de acordo com as características individuais de cada um.

Quando ingeridos, os Carboidratos são “quebrados” para virar Glicose. As Proteínas se tornam Aminoácidos e as Gorduras, Ácidos Graxos.

As principais fontes de Carboidratos são massas, pães, doces em geral, arroz, mandioca e batata. As Proteínas são encontradas em alimentos de origem animal (carnes, ovos, laticínios), mas também em oleaginosas e leguminosas. Já as Gorduras estão presentes tanto nos vegetais (abacate, coco) como nos alimentos de origem animal.

As moléculas de Glicose são fonte de energia para o nosso organismo, mas só conseguem ser aproveitadas quando um hormônio chamado Insulina, produzido pelo pâncreas, entra em cena.

Se a quantidade de Carboidratos ingerida for alta demais, a Glicemia também acaba subindo. O que nosso corpo não consegue aproveitar como energia, é transformado em Triglicerídeos pelo fígado, substâncias necessárias para a produção de hormônios, entre outras funções. Se sobram Triglicerídeos, estes são absorvidos pelo tecido adiposo, ou seja: engordamos.

FALTA DE INSULINA.

O Diabetes (aumento da glicose circulante no sangue) surge por duas causas principais: 1) Quando O Corpo não produz Insulina (Diabetes Tipo 1) ou 2) Quando o nosso corpo tem dificuldades de aproveitá-la.

O Diabetes Tipo 2 tem causas multifatoriais e pode ser desencadeada por maus hábitos alimentares que levam à Obesidade. Como já frisamos, o que define o Diabetes é o nível elevado de glicose no sangue. Uma simples redução do consumo de alimentos que aumentam a Glicemia pode ser suficiente para normalizá-la. Se a pessoa faz uso de medicamentos para controlar os níveis de glicemia e iniciar um estilo de vida, reduzindo Carboidratos, os medicamentos podem ser reduzidos em consulta com o endocrinologista ou até eliminados.

O aumento da Insulina no sangue pode ocorrer em pacientes que possuem um tumor no pâncreas, chamada Insulinoma. Estas pessoas têm episódios de Hipoglicemia. O aumento da Insulina no sangue pode ocorrer em pacientes que estão acima do peso e são sedentários, o que chamam de Resistência Insulínica e que pode provocar, no futuro, o Diabetes Tipo 2.

O consumo excessivo de Carboidratos (principalmente os refinados como o Açúcar), Jejum Prolongado, infecções agudas e crônicas, certos tumores, problemas emocionais (transtorno do pânico), podem causar sintomas semelhantes a uma crise de Hipoglicemia.

Em todos os casos de Diabetes, deve-se ter cuidado com a Alimentação (consultar o/a nutrólogo/nutricionista). A prática de Exercícios Físicos (sempre com orientação) e o controle do Estresse, também fazem parte do tratamento.

Nosso organismo precisa de glicose para que possa gerar energia, mas a Glicose pode vir de qualquer alimento natural que será digerido e “quebrado” até a sua molécula mais simples, conforme a necessidade. A Sacarose, quando ingerida, é transformada em Glicose, e a Glicemia subir. O Açúcar é um Carboidrato simples de altíssimo índice glicêmico, capaz de influenciar no ganho de peso e outras disfunções metabólicas, quando consumido em excesso. O Carboidrato é que ele não possui nenhum nutriente importante, servindo apenas para elevar a glicemia e, quando em excesso, provocar graves problemas ao nosso organismo.

Definição da palavra AÇÚCAR no dicionário: nome dado a determinados Carboidratos, geralmente doces e solúveis na água, como a Sacarose, a Glicose e a Frutose. As frutas possuem açúcar natural (a frutose), o leite também (a lactose). Porém, a maior atenção deve ser dada aos alimentos industrializados, que podem ser vendidos com a informação de “zero adição de açúcares” na embalagem, mas serem compostos de outros tipos de açúcares (maltodextrina, maltose, dextrose, xaropes, glucoses, lactose, melados e néctares). O importante é controlar a Glicemia. Os Carboidratos também estão presentes em farinhas, cereais além das frutas. As Proteínas e as Gorduras também podem elevar a Glicose, mas muito menos do que os Carboidratos. É possível ter uma ideia dos produtos que contêm Carboidratos em quantidades exageradas: um pacote de biscoito, por exemplo, pode ter mais de 70g de Carboidratos que, somados a nutrientes provindos de outras refeições, podem ultrapassar quantidades recomendadas para um dia.

E os Edulcorantes Artificiais? Ou (como são mais conhecidos) Os Adoçantes? Devemos usá-los com moderação: servem para adoçar as receitas sem interferir na Glicemia de que os consome. Além de usá-los com moderação, devemos ter o cuidado com os açúcares vendidos como adoçantes, como é o caso da frutose e do sorbitol. O ideal é se adaptar ao sabor natural dos alimentos, sem adicionar qualquer tipo de açúcar. Por que? Porque, por mais que os Adoçantes não tenham calorias, eles podem levar à Resistência à Insulina. Os Adoçantes menos prejudiciais são a Estévia e o Xilitol.

Passaremos, agora, a falar um pouco sobre a Insulina.

Muitos falam sobre os riscos do Descontrole da Glicemia e da importância de se fazer exames que meçam suas taxas; no entanto, o Excesso de Insulina também pode provocar problemas. Mesmo que a Glicemia esteja normal, medirmos a taxa de Insulina é muito importante porque o nosso corpo pode estar liberando este Hormônio em excesso, tentando manter a Glicemia estável.

O Hormônio Insulina é indispensável para que as células aproveitem a Glicose como Fonte de Energia. Este hormônio é fundamental para a manutenção da vida.

O Pâncreas, glândula que fica situada na linha média do abdômen, por trás do estômago, tem duas funções. Primeira função: chamada de Exócrina, porque produz enzimas digestivas (enzimas que vão atuar, ajudando a digestão dos alimentos no estômago) como a Amilase, a Lipase e a Tripsina. Segunda função: chamada Endócrina, porque produz os hormônios Glucagon, Somatostatina e a Insulina (produzida pelas células Beta do Pâncreas). A Insulina ainda regula a fome e a saciedade e tem papel importante no ganho de peso e obesidade. Portanto, devemos ficar de olho na Insulina.

Nos exames de sangue, o médico tem que frisar bem que quer o registro, além de outras dosagens, a dosagem da Glicemia, o nível de Produção de Insulina, porque existe uma condição na qual o Hormônio Insulina se encontra em doses elevadas, condição esta chamada de Resistência à Insulina. Quando a Glicose encontra-se num nível alto no sangue, ocorre a liberação de Insulina que vai até as células do organismo e sinaliza para que elas absorvam a Glicose do sangue. Quando existe Resistência à Insulina, as células do corpo passam a precisar cada vez mais de Insulina para absorver a Glicose circulante. Quando isso ocorre, existe uma sobrecarga nas células beta-pancreáticas que não conseguem produzir quantidade de Insulina a mais que o nosso corpo está precisando, podendo acarretar o Diabetes Tipo 2. A Resistência à Insulina pode ter origem genética, mas a principal causa é a obesidade, principalmente o acúmulo de Gordura Abdominal. A célula responsável por estocar esta gordura é chamada de Adipócito. Ela está com grande quantidade de gordura no seu interior, e, consequentemente, passa a produzir várias substâncias inflamatórias que vão gerar mais Resistência à Insulina e aumentar o risco de desenvolver aterosclerose, pressão alta e elevação dos níveis de Colesterol no sangue. Existem outros distúrbios relacionados ao aumento da Resistência à Insulina, além da obesidade, como a Síndrome dos Ovários Policísticos, Infecções pelo HIV e Hepatite C. A Obesidade é a principal causa da Resistência à Insulina, e o remédio é abandonar o sedentarismo, com a prática de exercícios físicos, e selecionar a alimentação. Em pessoas saudáveis, após as refeições a Glicemia sobe, porém consegue se manter sob controle pela ação da Insulina. Quando o Diabetes está descontrolado (ou ainda não foi diagnosticado), os episódios de Hiperglicemia são comuns.

O Diabetes, por ser uma doença metabólica e sistêmica, afeta o nosso organismo como um todo. A baixa produção de Insulina pelo Pâncreas faz com que a Glicose na circulação não seja absorvida, permanecendo em excesso na corrente sanguínea, caracterizando a Hiperglicemia. O aumento da sede, vontade de urinar com mais frequência, cansaço, dor de cabeça, visão turva e mal-estar são alguns sintomas que a Hiperglicemia pode provocar. Ao longo do tempo, lesiona as células, os nervos periféricos, causa danos arteriais e desencadeia doenças como insuficiência renal que pode levar à necessidade de transplante renal, cardiopatias e infarto do miocárdio, falta de circulação distal e neuropatia com gangrena nos nervos dos pés, lesões vasculares nos olhos levando à cegueira, lesões vasculares e nos nervos do pênis causando impotência sexual.

Em diabéticos, a causa mais comum de Hipoglicemia é o excesso de Insulina no sangue, geralmente por um cálculo equivocado na hora de administrar o hormônio sintético. Também podem causar Hipoglicemia, a ingestão excessiva de álcool, alimentação inadequada, o uso de aspirina e metformina.

A Hipoglicemia causa ainda sudorese, fadiga e tontura, aumento da frequência cardíaca, visão turva, confusão mental e convulsões. Constatada a Hipoglicemia, o paciente deve consumir de 15 a 20 gramas de Carboidrato, ou seja, açúcar dissolvido na água, mel, refrigerante ou suco de laranja.

O aumento da sede, vontade de urinar com mais frequência, cansaço, dor de cabeça, visão turva e mal-estar são alguns dos sintomas que a Hiperglicemia pode provocar. Essa condição, ao longo do tempo, lesiona as células, os nervos periféricos, causa danos vasculares e desencadeia doenças como insuficiência renal, cardiopatias e infarto do miocárdio. A falta de circulação distal e neuropatia com gangrena nos dedos dos pés, lesões vasculares nos olhos levando à cegueira, lesões vasculares e nos nervos do pênis causando impotência sexual, são outros sinais e sintomas de Hiperglicemia. O controle da Hiperglicemia com profissional capacitado, aderir a uma dieta equilibrada, evitar alimentos que causam picos de insulina, para reverter os níveis de glicose para valores normais, é recomendado.

Em diabéticos, a causa mais comum da Hipoglicemia é o excesso de Insulina no sangue, geralmente provocada na hora de administrar o hormônio (Insulina) sintético.

Em resumo, todos os pacientes portadores do Diabetes Tipo 2 ou não, deveriam praticar exercícios aeróbicos e anaeróbicos junto com uma alimentação saudável, para controlar e/ou prevenir o Diabetes.

Membros da Sociedade Brasileira de Diabetes afirmam que os exercícios aumentam a expressão de um receptor chamado GLUT4 nas células dos músculos, responsável por “puxar” a glicose do sangue para dentro das células para que estas possam nos fornecer energia. Até a Insulina passa a funcionar melhor, reduzindo a glicemia.

Qualquer atividade física (movimentação do corpo) é válida para preservar a saúde. Uma simples caminhada diária ajuda muito. Podem iniciar com 30 minutos diários de caminhada numa esteira com velocidade moderada. Depois, aumenta a duração da caminhada e a velocidade. O treinamento de força tem maior vantagem porque induz ao aumento da síntese de proteína transportadora de Glicose, reduzindo, dessa forma, a Hiperglicemia. Pode-se unir exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, pedalada) a exercícios de força como musculação e pilates.

Portanto, atenção para todo tipo de açúcar e carboidrato.

Importante: checar o Índice Glicêmico antes de consumir os alimentos. Índice Glicêmico aponta com qual velocidade um alimento aumenta a Glicemia no sangue. Assim, quanto maior o IG, maior a Glicemia em Diabéticos.

Deve-se ter cuidado com os doces, pães, biscoitos, massas e outros produtos ricos em Carboidratos, uma vez que eles possuem têm Índice Glicêmico maior; no entanto, Frutas como abacaxi, manga, banana, melancia e mamão, além do milho, batata inglesa, beterraba e girimum (abóbora) são exemplo de alimentos que possuem Alto Índice Glicêmico. Se forem comer uma dessas frutas, consuma junto com alimentos ricos em fibras, como as castanhas. O ideal seriam: brócolis, cenoura, abobrinha, berinjela ou até a batata-doce.

Deve-se priorizar a ingestão de vegetais ricos em fibras, vitaminas e sais minerais ou outros alimentos naturais como carnes e ovos.

A verdade é: nenhum alimento faz milagres. Assim, para que obtenhamos benefícios desejáveis, temos que manter uma dieta balanceada, praticar exercícios físicos e ter um sono de qualidade. Tudo isso é de fundamental importância para que obtenhamos um controle da Glicemia.

Anotamos alguns dos alimentos mais saudáveis para o controle do Diabetes Tipo 2:

1) Linhaça: fonte de magnésio, que controla a Glicemia e a liberação de Insulina.

2) Abacate: como retarda a digestão, evita que o açúcar chegue mais rápido à corrente sanguínea.

3) Batata-doce: tem bastante fibras (o que não acontece com a batata inglesa). Estas fibras ajudam a reduzir a velocidade com que a Glicose é liberada no sangue e também colabora no controle do Colesterol.

4) Brócolis: contem bastante antioxidante, rico em vitamina C e fibras, o que aumenta a saciedade. Também é rico em Cromo (mineral que ajuda a controlar a Glicemia); também reduz a vontade de ingerir doces.

Agora, somente uma alerta: as denominações “diet” e “light” apareciam nas embalagens para atrair quem buscava uma opção mais saudável de produtos industrializados. Agora, as indústrias migraram para o “zero”: é zero adição de açúcar, zero adição de gordura, zero lactose, zero calorias etc. Mais importante do que checar o “ZERO” em destaque nas embalagens é aprender a ler o rótulo.

Pela Lei, o que está em maior quantidade deve vir em primeiro lugar na lista dos produtos industrializados.

José Cadmo Wanderley  – cadmowanderley@hotmail.com 

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