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Diabetes tipo 2

Imagem: www.proteste.org.br

O diabetes tipo 1 é aquele adquirido nos primeiros anos de vida, também chamada de Diabetes Congênito.

Já o Diabetes tipo 2 é aquele que adquirimos numa idade mais avançada, em decorrência dos maus hábitos alimentares durante a vida, quando nosso organismo produz quantidade insuficiente de insulina, fazendo com que a glicose não chegue dentro das células, se acumulando no sangue e, consequentemente, causando danos ao nosso organismo.

Vamos, primeiramente, compreender o processo.

Primeiro falaremos sobre a Glicemia.

É importante mantê-la nos níveis adequados para que a nossa saúde não seja comprometida.

O açúcar que entra na nossa corrente sanguínea (por meio da alimentação) é chamado de Glicemia. A Glicemia é a dosagem de açúcar livre circulando no sangue. Este açúcar fica no sangue disponível para que as células do nosso organismo o absorvam e o utilizem para produção de energia uma vez dentro das células. No entanto, se este açúcar ou qualquer outro nutriente não for utilizado adequadamente, os nutrientes entram em desequilíbrio e acontece o sofrimento dos nossos órgãos. Se estas quantias de açúcar ou qualquer outro nutriente se elevam na corrente sanguínea, com o tempo, aparecerão sintomas e futuras complicações. Quando existe a falta de açúcar no sangue, denominamos de hipoglicemia; já o excesso de açúcar no sangue, dá-se o nome de hiperglicemia.

A Hipoglicemia é caracterizada pela redução dos níveis de açúcar no sangue, provocando sintomas inespecíficos como: palpitação, suor frio e tremores. Muitas vezes, estes sintomas são desprezados pelo paciente, mas que podem evoluir, em casos mais severos, como a confusão mental, a agitação, convulsões e estado de pré-coma.

A Hiperglicemia é o resultado do consumo exagerado de alimentos com alto índice glicêmico (sorvete, biscoito, alimentos à base de farinha branca, doces etc). Dentre os principais sintomas da Hiperglicemia, temos: vista embaçada, vontade exagerada de beber água, zumbido no ouvido. É o excesso de açúcar no sangue, que pode levar a lesões, como alterações da visão, dos rins e do coração. Portanto, a quantidade de açúcar no sangue precisa ser monitorada com a frequência indicada pelo médico.

Quais os riscos que corremos quando os níveis de açúcar no sangue estão fora de controle?

1) Cetoacidose: ocorre quando a pessoa não tem insulina suficiente para utilizar a glicose (açúcar) como combustível, facilitando sua entrada nas células.

2) Alterações no Sistema Nervoso: a chamada neuropatia diabética compromete as células, inclusive a inervação periférica com lesão de fibras nervosas, desencadeando alterações na perda da sensibilidade protetora dos pés.

3) Pode comprometer o sistema digestivo, urinário (principalmente os rins) e aparelho reprodutor.

É bom lembrar que os exercícios ou as atividades físicas aumentam a sensibilidade da insulina nos músculo, fazendo com que a produção de glicose pelo fígado seja reduzida, trazendo benefícios para quem tem diabetes. Mas, nunca devemos praticar exercícios em jejum. Se os exercícios forem praticados além de 60 minutos, o paciente portador de diabetes tipo 2 deve realizar monitoramento da glicemia.

As palavras mais usadas para quem é portador do diabetes tipo 2.

Glicemia: é a dosagem do açúcar que circula no sangue e que está disponível para que as células do nosso organismo o absorvam, produzindo energia dentro delas. Ou seja, é a quantidade de açúcar encontrada no sangue.

Glicose: vem, por exemplo, do nosso pão-de-cada-dia consumido no café da manhã. Esse pãozinho é um dos responsáveis para que a glicose se forme no nosso organismo. Isso acontece todas as vezes que ingerimos os conhecidos carboidratos. Glicose nada mais é do que o açúcar do próprio corpo, destinado às células para a produção de energia.

Carboidratos: são tipos de nutrientes que nos fornecem energia, mas que contribuem também para um emagrecimento saudável. Quando falamos em carboidratos temos que ter em mente que eles são fontes de açúcar. Por isso, moderação na hora de consumi-los.

Insulina: é um hormônio produzido pelas células do pâncreas. A insulina é responsável pela absorção da glicose encontrada na corrente sanguínea. Esta absorção é feita, principalmente, por células musculares e por células do tecido gorduroso (ou adiposo). Quando inferimos pão, doces, pizzas, bolos, bolachas, biscoitos etc., ou seja, os conhecidos carboidratos, eles se transformam em glicose que, por sua vez, vai fornecer energia para o nosso corpo. Mas, se a insulina não for liberada, o açúcar proveniente desses alimentos, fica no sangue (não passa para dentro das células), o quê prejudica o nosso organismo. É por este motivo que os diabéticos necessitam da reposição desse hormônio (insulina) para que não surjam, no futuro, consequências danosas ao nosso organismo.

Pâncreas: é uma glândula que fica situada atrás do estômago, tem, aproximadamente, 15 cm de comprimento, e está (a cabeça do pâncreas) em contato, também, com a segunda porção do duodeno (continuação do estômago). A cauda do pâncreas encontra-se nas proximidades do baço (próximo ao rim esquerdo). O pâncreas, além de produzir insulina, produz também importantes enzimas (substâncias que atuam nas reações químicas do nosso corpo).

Existem muitos medicamentos que controlam o Diabetes, entretanto, escreveremos mais sobre uma fruta de muita fartura em todo o Brasil, capaz de controlar o Diabetes, quando este não atinge altos níveis de glicose no sangue. Trata-se da conhecida banana. Não importa o tipo. O quê importa é que a fruta, no caso a banana, esteja verde.

É, no mínimo, estranho consumir uma fruta antes da sua maturação. Suportar aquele gosto amargo!… Mas existem outras formas de consumir a banana: em forma de biomassa ou farinha.

O importante é que ela, neste estágio de maturação, além de regular os níveis de colesterol e manter o intestino funcionando normalmente, está a liada à saúde da pessoa diabética (tipo 2).

A grande quantidade de fibras presentes na banana verde é responsável por vários benefícios para as pessoas portadoras do diabetes tipo 2, ou seja, aquele tipo que é desencadeado pelos maus hábitos, a exemplos da má alimentação, sedentarismo e obesidade.

A suplementação da dieta com alimentos ricos em fibras solúveis (verduras e frutas) é muito eficiente no controle do diabetes tipo 2, pois a fibra solúvel induz a um perfil lipoprotéico mais adequado a longo prazo. A banana verde (biomassa ou em forma de farinha) também tem a vantagem de regular a absorção pelo intestino dos açúcares provenientes dos alimentos. A biomassa ou a farinha da banana verde evita os picos de glicemia no sangue, por dificultar a sua digestão, provocando uma demora na absorção (absorção gradual e mais lenta) da glicose no sangue.

A banana verde não combate somente o diabetes tipo 2, mas, por ser rica em Amido Resistente (um tipo de carboidrato que vai, vagarosamente, sendo utilizado por nosso organismo, deixando a fome mais controlada por mais tempo), melhora a saúde intestinal, favorecendo o crescimento e a multiplicação de bactérias intestinais, fundamentais para a saúde do sistema imunológico e para o bom funcionamento do trânsito intestinal. O Amido Resistente também ajuda no controle da produção do Colesterol Ruim, o LDL, pelo fígado, aumentado sua eliminação pelos ácidos biliares. O Amido Resistente diminui, também, os níveis de Triglicérides responsáveis pelo acúmulo de placas de gorduras nas artérias, causando problemas cardiovasculares (Hipertensão e Infarto). Ajuda, também, na saciedade, diminuindo a compulsão alimentar, contribuindo, dessa forma, para o emagrecimento. Não só a banana tem essa função, mas também a maçã, a pera, a ameixa, o brócolis, a berinjela, o pepino, a nossa conhecida batata-doce, as castanhas (de caju e do Pará), o amendoim, as amêndoas, nozes.

No exame de sangue, para saber da taxa de açúcar (glicose) no sangue, será feito um exame de glicemia em jejum.

O resultado é dado em miligramas de glicose por decilitro de sangue:

1) Até 99mg/dl de sangue à normal.

2) De 100 a 126mg/dl de sangue à pré-diabético.

3) Acima de 126mg/dl de sangue à suspeita de diabetes tipo 2.

A banana tem alta quantidade de Triptofano (nutriente essencial que atua na produção do hormônio Serotonina) que nos proporciona bem estar.

A maioria dos alimentos que possuem os Carboidratos Simples (aqueles que fazem com que as taxas de glicose aumentem rapidamente no sangue) deve ser substituída pelos alimentos que possuem os Carboidratos Complexos (aqueles que são absorvidos mais lentamente pelo nosso organismo, proporcionando um aumento gradual dos Índices Glicêmicos). A maioria destes é rica em fibras, que desempenham uma função fundamental no controle da glicemia.

Relacionei as frutas e verduras mais facilmente encontradas por nós sertanejos:

Abacate: é indicada para diabéticos. É pobre em açúcar e rica em gordura monoinsaturada, a que aumenta o bom colesterol (HDL). Essa gordura, também deixa o processo de absorção dos alimentos mais lento, promovendo maior saciedade.

Limão: ajuda a regular os níveis de insulina e previne o diabetes. É rico numa substância chamada de Geraniol, uma substância capaz de inibir a multiplicação de células cancerosas, por interferir na ação de enzimas que atuam na proliferação celular. Outra substância encontrada no limão é o d-limoneno, um composto encontrado na casca que tem a capacidade de penetrar nos tecidos e nas células do organismo, agindo como solvente de toxinas e de gorduras.

Laranja: fonte de vitamina C. É importante para a nossa imunidade. A fruta ainda é rica em fibras que ajudam o intestino a funcionar regularmente. Possui potássio (que auxilia no controle da pressão arterial, favorecendo a saúde cardiovascular).

Berinjela: devido a sua alta concentração de fibras presentes no legume, o açúcar do sangue passa a ser absorvido com maior lentidão, fator este que contribui para o controle dos níveis glicêmicos.

Batata-doce: o tubérculo mais aliado dos atletas. Riquíssima em Carboidratos Complexos, ou seja, aqueles que são absorvidos lentamente pela corrente sanguínea e que demora a se transformar em açúcar, estabilizando os níveis de glicose.

Cenoura: contribui para a saúde da nossa pele e nossa visão (olhos). É rica em betacaroteno, sais minerais, antioxidantes e fibras (saciedade prolongada) e, por ser rica neste último componente, está aliada ao equilíbrio do diabetes.

Pimentão: rico em antioxidantes (diminui os radicais livres). Possui uma substância chamada de capsaicina que atua contra o colesterol ruim (o LDL) e contra o diabetes.

Ervilha: apesar do seu pequeno tamanho, possui ácido fólico e é rica em fibras, atuando, dessa forma, contra o mau colesterol (LDL) e o diabetes.

Feijão-branco: contém uma substância chamada faseolamina; esta substância impede a absorção de, pelo menos, 20% dos carboidratos presentes nos alimentos ingeridos, mais uma vantagem para a saúde dos diabéticos.

Rúcula: todas as verduras verde-escuras, geralmente são protetoras do nosso organismo, afastando ou mesmo controlando o diabetes. Nela encontramos: cálcio, ferro, fibras e fósforo, nutrientes estes que aumentam nossa imunidade, além de controlar os níveis de glicemia.

Couve: é considerada a “rainha das hortaliças”.

Chia: beneficia a nossa a nossa saúde em vários aspectos, desde o emagrecimento até a prevenção de doenças. Em relação ao diabetes suas vantagens são muitas, porque seu alto teor em fibras promove a sensação de saciedade, contribui para o bom funcionamento do intestino e influencia a velocidade com que o açúcar chega à corrente sanguínea.

Canela: rica em substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias. Pelo seu sabor adocicado, substitui o açúcar e o mel, principal vantagem para incluí-la na dieta dos diabéticos, auxiliando para baixar as taxas glicêmicas.

Alho: controla a pressão arterial, principalmente, através de uma substância denominada alicina. Tem ação anti-inflamatória, antifúngica e anticancerígena.

Orégano: combate os radicais livres (agentes promotores do envelhecimento celular). Os antioxidantes presentes no orégano dificultam o acúmulo de gorduras nas artérias, favorecem a digestão e controlam o diabetes.

Aveia: alimento básico em muitas refeições. Reduz os níveis de colesterol, promovendo a saúde cardiovascular. Ajuda a melhorar quem tem prisão de ventre, condição esta que não deixa de ser um fator de risco para o câncer de intestino. É energético, porque aumenta nossa resistência física. Por ser hipoglicemiante, auxilia na regularização da taxa glicêmica, sendo, por isso, recomendada aos diabéticos.

Centeio: outro grão indispensável. É rico em magnésio (mineral importante na prevenção do diabetes, além de atuar promovendo a perda de peso). Forma um gel no intestino, dando a sensação de saciedade, ajudando no emagrecimento.

Lembramos que o consumo desses alimentos deve estar associado à atividade física, principalmente as aeróbicas, tais como corrida, caminhada, bicicleta, natação, porque elas têm a capacidade de trazer mais benefícios a exemplo de sensação de bem-estar por conta da liberação de substâncias moduladoras da atividade cerebral, entre elas, a fenilalanina (que estimula a atividade mental do cérebro e melhora a concentração), as endorfinas (substâncias derivadas de morfina, que levam a uma sensação de bem-estar e analgesia); a noradrenalina, que causa aumento do estado de alerta; e a serotonina, que possui ação calmante e de equilíbrio químico do cérebro.

Era isso que tínhamos a dizer.

Doutor Cadmo Wanderley  – cadmowanderley@hotmail.com

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