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Físico prevê pouca recarga na maioria dos grande açudes do Semiárido da PB em 2021

Açude do Jatobá, em Patos (Foto: Marconi Palmeira Filho)
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Maioria dos grandes açudes do Semiárido da Paraíba poderão ter pouca recarga em 2021, pontua o físico, meteorologista e mestre em Meterologia Rodrigo Cézar Limeira.

Com um cenário em concordância com as previsões do estudioso, com chuvas variando de normais a abaixo da média em 2021 no Semiárido do setor norte do Nordeste, algo que inclui o Semiárido da PB, PE, CE e RN, Rodrigo Cézar prevê pouca recarga para maioria dos grandes açudes do Semiárido da Paraíba esse ano, e reforça a necessidade de uso racional da água.

Grandes reservatórios como Coremas, Mãe d’ Água, Engenheiro Ávidos, Lagoa do Arroz, Cachoeira dos Cegos e Capoeira poderão receber pouca recarga em 2021.

Cenário atual: o Oceano Atlântico Norte não está mais na fase negativa da Oscilação Multidecadal, fenômeno que ocorreu nos anos de 2018, 2019 e 2020, e que fez o referido oceano ficar por três anos consecutivos com temperaturas abaixo da média, algo que é favorável para as chuvas do Semiárido do Norte do Nordeste, pontua.

No ano de 2018 mesmo com a La Niña configurada na região central do Pacífico Equatorial choveu abaixo da média na região, devido ao Atlântico Sul na altura da costa leste do Nordeste ter esquentado abaixo do normal durante a quadra chuvosa do Semiárido da PB, PE, RN e CE, que dura de fevereiro a maio.

Em 2019 com El Niño fraco, choveu de normal a abaixo da média na maioria das localidades do Semiárido dos referidos estados.

Em 2020 sem El Niño, com o Atlântico Sul muito quente na costa leste do Nordeste, Atlântico Norte frio e com condições de normalidade na região central do Pacífico Equatorial, choveu bem acima da média no Semiárido desses estados.

Durante dois anos seguidos o oceano Atlântico Sul na costa leste do Nordeste esquentou bem acima do normal, 2019 e 2020, em 2019 conforme já frisado, quem atrapalhou a quadra chuvosa da região foi o El Niño.

Muitos fenômenos na natureza são regidos pela Lei da Compensação, ou seja, se o Atlântico Sul na costa leste do Nordeste passou dois anos seguidos muito quente, ou perdendo muito calor para a atmosfera, a tendência posterior é que passe pelo menos um ano frio ou com tendência de resfriamento, e é justamente isso que está sendo observado conclui Rodrigo Cézar.

Dessa forma, o cenário atual observado em fevereiro é o seguinte: Atlântico Sul está frio na costa leste do Nordeste, o Atlântico Norte está quente, e na região central do Pacífico Equatorial há a presença do fenômeno climático e oceânico La Niña com intensidade variando de fraca a moderada. Essa condição oceânica é desfavorável para uma estação chuvosa de boa qualidade no semiárido do norte do Nordeste em 2021, finaliza Rodrigo.

Portal Ciência em Foco

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