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Gol contra!

Nesta matéria, vou contar um causo envolvendo dois ex-jogadores do Nacional, que tinham a infelicidade de, vez por outra, marcar gols contra em partidas importantes.

Este fato envolveu os ex- jogadores Neto Bocão e Perequeté. Os dois eram zagueiros  do time nacionalino e tinham em comum, o fato de marcarem gols contra. Certa vez, numa conversa descontraída, os dois discutiam pra saber quem fizera mais gols contra. “Você fez mais gols contra que eu”, disse Neto. Não senhor, você fez muito mais gols contra que eu”. Respondeu Perequeté. A discussão foi se prolongando sem que nenhum dos dois quisessem admitir quem teria feito mais gols contra. Num dado momento, Neto olha para Perequeté e diz: vamos perguntar a seu Virgílio.

(Virgílio Trindade havia sido treinador dos dois no Nacional). A dupla segue, então, para o escritório de Virgílio. Em lá chegando, Neto de imediato pergunta:

_ Seu Virgílio, quem fez mais gols contra, eu ou Perequeté?

Calmamente, puxando lentamente a sobrancelha, um hábito que ele tinha, Virgílio responde:

_ Neto, quem fez mais gols contra eu não sei. Agora, quem fez o gol contra mais bonito foi você.

Virgílio referia-se, a um jogo entre Nacional e Campinense realizado no estádio municipal José Cavalcanti. Numa jogada de contra-ataque, em que o centro avante, Pedrinho Cangula, do time de Campina Grande, fora lançado e só tinha Neto na defensiva. Neto correndo desesperado em direção ao seu próprio gol, com o atacante raposeiro no pé do seu cangote fungando igual a um boi brado. Naquele desespero, Neto falava: Vem, Canário (Canário era o goleiro na época do Nacional). Canário respondia: Dá, Neto…vem, Canário…dá, Neto…E, nessa indecisão toda, quando Canário foi ao seu encontro, Neto atrasou a bola pegando Canário no contrapé, dando-lhe um drible espetacular, fazendo um belo gol contra, que culminou com o empate do Campinense.

Hoje, Neto é professor da rede estadual de ensino, onde goza de um bom prestígio na sociedade patoense. Já, Perequeté, partiu desta pra outra. Hoje, vive na “Morada Eterna”.

Luís Carlos

 

 

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