Início O calor enfim chegou com força ao semiárido da Paraíba

O calor enfim chegou com força ao semiárido da Paraíba

 O inverno no hemisfério sul teve início em 21 de junho, e terminou dia 23 de setembro. A partir daí a medida que se aproxima o mês mais quente do ano, que é dezembro, o calor gradativamente vai aumentando.

Em anos em que há o fenômeno El Niño atuando no Oceano Pacífico, praticamente todas as estações do ano registram temperaturas acima da média, já que o fenômeno produz uma alta pressão persistente em altitude, que inibe a formação de nuvens de chuva em grande parte do semiárido do Nordeste, fato que durante o período chuvoso região, gera uma grande má distribuição espacial e temporal das chuvas.

 Fora do período de chuvas do semiárido, a presença de poucas nuvens no céu, faz a superfície ficar muito exposta a radiação solar, e consequentemente a temperatura do ar sobe a valores bastante elevados, assim como foi observado nos anos de 2015 e 2016, anos de El Niño forte.

 Agora em 2017, o inverno foi mais ameno que o observado nos últimos dois anos, devido a não presença do El Niño, além disso, o Oceano Atlântico Sul na altura da costa do Nordeste, esteve até 1ºC abaixo da média entre os meses de julho e setembro, fato que também colaborou para o frio sentido em grande parte do interior do Nordeste.

 O citado oceano, no entanto, que estava frio até o início de outubro, esquentou na última atualização do campo de anomalias de tsm (temperatura da superfície do mar) da NOAA.

 Algumas pessoas se perguntam se essa ventania atual é comum para o mês de outubro e também em novembro no semiárido da Paraíba, e a resposta é sim, pois durante a primavera, estação que dura de 23 de setembro até 21 de dezembro, atuam as chamadas massas de ar seco, ou centro de alta pressão aqui na região.

 O papel desses sistemas meteorológicos que inibem a precipitação, é de manter o céu com poucas nuvens, enxugando o ar próximo à superfície, devido a subsidência de ar frio e seco no centro do sistema, fato que provoca baixa significativa da umidade do ar, que pode atingir índices considerados de risco à saúde segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

 A presença desse tipo de fenômeno meteorológico sobre a atmosfera do semiárido nos meses mencionados é sentida também a nível de superfície, com a presença da ventania de final de ano aqui na região, além das massas de ar seco reduzirem a umidade do ar conforme frisado, elas consequentemente colaboram para que o calor seja intenso todo final de ano aqui no semiárido da Paraíba.

 Apesar da intensificação do calor a partir de agora, mês de outubro, a perspectiva é que o final de 2017 seja um pouco mais frio que o final de 2015, quando na ocasião, ocorria o segundo episódio mais forte do fenômeno climático El Niño de todos os tempos.

 

 Rodrigo Cézar Limeira

 Formado em Física pela Faculdade Chaffic – São Paulo/SP – 2012;

Mestre em Meteorologia pela UFCG – C. Grande/PB – 2008;

Formado em Meteorologia pela UFCG – C. Grande/PB – 2006;

Físico do NEPEN (Núcleo de Estudos e Pesquisas do Nordeste) de Julho de 2012 à Março de 2015 – Sousa/PB, Editor do Portal Ciência em Foco: (www.cienciaemfoco.com) e Consultor de Clima da Federal Energia – S. Paulo/SP desde Dezembro de 2015;

Professor de Física da Rede Estadual de Ensino do Estado da Paraíba de Maio de 2009 a Dezembro de 2014 – Patos/PB e Sousa/PB;

Pesquisador bolsista do Cnpq na área de Meteorologia na UFCG de Agosto de 2002 a Julho de 2008 – C. Grande/PB;

Palestrante e estudioso da Radioatividade na Telefonia Móvel, Eficiência Energética, Física dos Raios, Física do Aquecimento Global, Lei da Atração e Física Quântica Aplicada a Fenômenos Sobrenaturais e Meteorologia.

 

 

 

 

 

Print Friendly, PDF & Email
Deixe seu comentário!