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O cronista quando pássaro

Imagem: dicasderoteiro.com.br

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A poesia é a asa esquerda/ da liberdade que se deseja/ É só uma forma andeja, bissexta/ Que a todos julga encantar.

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A pessoa que se dedica apenas a seus projetos de pessoais e aos cumprimento das obrigações sociais jamais entenderá o quê da utopia e do idealismo. É o caso do professor que vê (viu) na educação um vetor para sua ascensão particular e não como plano de transformação da sociedade.

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Encanta-me a ideia da posse de um automóvel – o cavalo de plástico, ferro fundido e vidro – estar associado ao ideal de liberdade. Os publicitários e marketeiros não conseguiram traçar alusão melhor, fora das daninhas de luxo, a potência, a virilidade e o bom gosto.

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Encanta-me mais ainda é que a liberdade facultada pela posse de um auto é física e psicológica. Duas dimensões que dão prazer. Contudo, essa sensação, tal qual prazeres outros, torna-se tênue e esvanece quando as condições financeiras e as imposições legais afiam a lâmina da guilhotina.

#5#

Para quem compra a mão de obra, mesmo pagando barato, esta lhes deve labor, dedicação, produtividade e obediência. São múltiplas as exigências para quem acredita piamente que está concedendo um favor e realizando um ato extremo de humanismo e piedade cristã.

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Amigos de infância que viraram juízes. Pândegos da universidade hoje são advogados. Respeito a classe, mas não transito bem com agentes do direito. Desconfio que a maioria, como fiéis usam a bíblia, fazem uso das tábuas dos códigos para exercitar seus pré-conceitos e egotrips.

#7#

Pessoas dramáticas tendem a inverter discursos e situações. Assim atitudes covardes e mesquinhas podem naturalmente serem impostas como sinal de força e aguerrimento. Sinto muito, mas é assim que consumo pessoas e um certo país sulamericano. Por una cabeza.

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Impressionante como no brasil as opiniões verdadeiramente equilibradas não recebem muito crédito. Prefere-se, por pura e preguiçosa comodidade, a voz dos “sensacionalistas” e parcionalistas da opinião. Tristes trópicos.

#9#

Um historiador e, dizem, professor, que tira onda de colunista na mídia. Star do colunismo politico mas, de vero, um embuste como todo o produto que, fabricado em série, almeja consumo rápido por incautos consumidores e, ademais, usou-se mão de obra barata para sua confecção.

#10#

Há tempos coleciono (de memória, claro) depoimentos sobre o mal comportamento dos brasileiros mundo a fora. Analfabetos e pobres não atravessam fronteiras. Pelas estranjas circula o “melhor” que o país pode produzir em termos de formação e posses. Estamos bem mal na fita.

 

Por Edson de França – edsondefranca@yahoo.com.br

 

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