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O que gera, de fato, a pobreza no Brasil? O excesso de governo, ou liberalismo?

É comum observarmos a esquerda culpar o capitalismo liberal pelas mazelas que afetam o nosso país. Todavia, será mesmo que o Brasil vive em um regime liberal de verdade? Não seria mais uma falácia dos revolucionários adoradores e simpatizantes de Lenin, como meio de denegrir a imagem do capitalismo e deixar intacta a do socialismo? O problema é imaginar que mais de 36% da riqueza produzida em nosso país é arrecadada, por meios coercitivos, para custear a máquina burocrática do Estado e seu apadrinhamento, com serviços públicos sem a eficiência, a eficácia e a efetividade desejada, além de um ordenamento jurídico altamente vasto, com aproximadamente 100.000 mil leis vigentes, hoje, no Brasil, entre a Constituição Federal (Analítica), leis ordinárias, leis complementares, decretos, atos normativos, resoluções, portarias etc. Desse modo, é fácil perceber a força que o Governo tem para controlar os atos civis dos cidadãos brasileiros, caindo por terra toda a conversa mesquinha que insiste em dizer que vivemos sob a liberdade capitalista, mesmo debaixo de tanto controle governamental. Agora, o grande problema causador da pobreza se encontra aqui, no excesso de Estado na microeconomia, através da Tributação, mais especificamente na espécie imposto, pois é a grande causa que leva muitas famílias à perda do poder de compra e, consequentemente, a geração da pobreza no país, que é atribuída ao Capitalismo malvado, na mentalidade revolucionária dos Comunistas. O mercado de bens e serviços é regido pelas suas próprias leis e segue um rumo natural, é o que Adam Smith chama de mão invisível, pois os preços dos produtos e dos serviços são carimbados de acordo com a demanda e a oferta, gerando aquilo que se chama de “preço de equilíbrio”, que é o encontro traçado entre as duas retas (oferta (+) e demanda (-)). Toda vez que o governo interfere no mercado, principalmente captando recursos alheios, por meio dos impostos, que é uma espécie de tributo não vinculado, ou seja, arrecadado sem nenhuma contraprestação estatal, causa um verdadeiro mal-estar nesse equilíbrio natural que rege o mercado de bens e serviços.
Hoje, cerca de 50% dos bens que consumimos é destinado ao pagamento de impostos, um bom exemplo é o preço da gasolina, do seu total consumido, 56,06% são destinados ao governo por meio de ICMS, PIS, Confins e outras espécies tributárias. Outro problema verificado é com relação à elasticidade desses bens ou serviços, pois, para o Governo, é melhor que aplique de forma mais severa sua carga tributária sobre produtos mais inelásticos, para que a demanda, por determinado bem tributado, não caia bruscamente e acabe afetando a economia e a geração de riqueza no país. Claro, sobre esta última afirmação se faz necessário ressaltar duas das atividades fins do tributo, que são a fiscal e a econômica, sem levar em consideração, ainda, a sua finalidade social, como tributar bens ofensivos à sociedade, a exemplo do cigarro e da bebida alcoólica.
Contudo, caro leitor, depositar, na conta do Capitalismo Liberal, as mazelas ocasionadas pelo excesso de Estado na economia, o qual tem, como uma das consequências principais, a geração da pobreza, é uma questão de difícil compreensão para a mentalidade revolucionária comunista distinguir, pois os marxistas, sequer, conseguem visualizar a impossibilidade do Socialismo científico na economia como lei do processo produtivo da riqueza e tampouco discernir a diferença do Neoliberalismo para o Liberalismo, já que, para eles, ambos os conceitos são sinônimos. Um dos princípios que rege o Liberalismo é a falta de Estado ou sua intervenção mínima, sendo, portanto, ou um Estado extinto ou mínimo, a depender do ponto de vista teórico-liberal; logo, atribuir os erros estatais, na microeconomia, na conta do Liberalismo é um fato comum e corriqueiro dos comunistas, já que estes nunca se responsabilizam por seus próprios atos; por outro lado, mesclar economia livre com intervenções estatais em seu meio, utilizando o keynesianismo econômico, em curto prazo, e, por conseguinte, contabilizar os acertos do sistema ao Socialismo e as falhas ao Capitalismo é uma bela jogada da esquerda revisionista (A Social- democracia), que lucra com os altos e baixos provocados pelo intervencionismo estatizante brasileiro. E, por fim, deixo a frase dita pelo economista John Maynard Keynes: – “em longo prazo, estaremos todos mortos”.

Peterson Ribeiro

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