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Previsões se confirmam: Patos com chuvas abaixo da média em 2018 e recarga máxima de 15% para 04 dos 05 reservatórios que abastecem a cidade

Um período chuvoso irregular, com chuvas abaixo da média nos meses de janeiro, março e maio no semiárido da Paraíba, confirmaram a previsão do estudioso Rodrigo Cézar Limeira.

As chuvas foram mal distribuídas e também abaixo da média na maioria das localidades do semiárido da Paraíba nos referidos meses.

Conforme previu o pesquisador, em muitos locais os agricultores colheriam suas lavouras, mas em outras localidades do interior do Estado, haveriam perdas fato que se confirmou.

De acordo com o agricultor de Imaculada Orlando Gabriel, as lavouras de milho se perderam agora em maio, além de várias perdas ocorridas no mês de março, informação reforçada também pelo radialista da cidade Edgar Júnior.

Em Quixaba as perdas nas lavouras de milho em março foram consideráveis, de acordo com o agricultor Alisson Lucena. Na fazenda Trapiá, setor norte do município de Patos, todo o milho se perdeu, escapando apenas a plantio irrigado, de acordo com o próprio Rodrigo Cézar Limeira, que é um dos proprietários. Nem o sorgo, que é mais resistente a irregularidade na distribuição temporal das chuvas escapou, tendo perdido grande parte de seu crescimento no setor da fazenda onde não foi irrigado.

Já em Santa Teresinha de acordo com informações repassadas, a colheita foi boa, apesar de também ter chovido abaixo da média esse ano. Em Cajazeirinhas, segundo informações do técnico da Emater Zildo Vicente a colheita foi ótima esse ano na zona rural do município. Já em Riacho dos Cavalos, houve grandes perdas nas lavouras de milho e sorgo em março, de acordo com informações do popular Cleiton Alves de Andrade.

Sucesso nas lavouras em muitos locais, e alguns fracassos em outros, conforme previa o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira.

Confira os índices oficiais, de alguns municípios atualizados até o dia 25/06 de acordo com o Governo do Estado:

Santa Lúzia:

Total: 386,5 mm

Média pluviométrica anual: 547 mm

Percentual abaixo da média: 29,4%

São Mamede:

Total: 670,9 mm

Média pluviométrica anual: 820 mm

Percentual abaixo da média: 18,2%

Teixeira:

Total: 591,4 mm

Média pluviométrica anual: 714,6 mm

Percentual abaixo da média: 17,2%

Água Branca:

Total: 636,4 mm

Média pluviométrica anual: 719,6 mm

Percentual abaixo da média: 11,6%

Patos (Embrapa):

 Total: 483 mm

Média pluviométrica anual: 675 mm

Percentual abaixo da média: 28,4%

Serra Branca:

 Total: 337,5 mm

Média pluviométrica anual: 532,8 mm

Percentual abaixo da média: 36,7%

São José da Lagoa Tapada:

 Total: 831,4 mm

Média pluviométrica anual: 998,5 mm

Percentual abaixo da média: 16,1%

Coremas:

 Total: 601,6 mm

Média pluviométrica anual: 882,6 mm

Percentual abaixo da média: 31,8%

Mãe d´Água:

 Total: 457,5 mm

Média pluviométrica anual: 746,9 mm

Percentual abaixo da média: 38,7%

Malta:

Total: 745,5 mm

Média pluviométrica anual: 715,9 mm

Percentual de 4,9% acima da média, ou chuva dentro da normalidade

Condado:

 Total: 735,3 mm

Média pluviométrica anual: 781 mm

Percentual abaixo da média: 5,9% ou chuva também dentro na normalidade.

Santa Teresinha:

 Total: 691,3 mm

Média pluviométrica anual: 871,1 mm

Percentual abaixo da média: 20,6%

Outra importante previsão do físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira se confirmou:

Recarga máxima de 15% em 2018 para os reservatórios que abastecem Patos. Essa previsão do pesquisador se confirmou para 04 dos 05 reservatórios que abastecem a Morada do Sol:

Açude do Jatobá: No início do período chuvoso o manancial estava totalmente seco, com as chuvas desse ano o açude ganhou apenas 1,8 milhão de metros cúbicos de água. Com uma capacidade máxima de aproximadamente 17 milhões de metros cúbicos, o reservatório teve recarga de pouco mais de 10% em 2018;

Barragem de Capoeira: No início do período chuvoso o manancial estava com apenas 2,5 milhões de metros cúbicos, com as chuvas desse ano a barragem atingiu 5,5 milhões de metros cúbicos de água. Isso significa que teve uma recarga de apenas 3 milhões de metros cúbicos de água. Com uma capacidade máxima de aproximadamente 56 milhões de metros cúbicos, o reservatório teve recarga de pouco mais de 5% em 2018;

Complexo Coremas/Mãe d´Água: No início do período chuvoso o manancial estava com apenas 36 milhões de metros cúbicos (21 milhões em Coremas e 15 milhões em Mãe d´Água), com as chuvas desse ano o complexo atingiu 179 milhões de metros cúbicos. Isso significa que teve uma recarga de 143 milhões de metros cúbicos. Com uma capacidade máxima de aproximadamente 1 bilhão e 159 milhões de metros cúbicos, o manancial teve recarga de pouco mais de 12,34% em 2018;

Barragem da Farinha: A previsão do estudioso só não se confirmou esse ano para esse reservatório, que teve uma recarga de 63% em 2018, ou seja, estava seco no início do período chuvoso, e atingiu os 16 milhões de metros cúbicos, sendo que comporta no máximo 25 milhões de metros cúbicos de água.

 Rodrigo Cézar Limeira, do Portal Ciência em Foco

 

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