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Qual o desafio de Dinaldinho?

É verdade que todo gestor eleito em 2016, tem um desafio particular que é governar e governar bem seus municípios. No entanto, há um fator que os diferencia no campo prático, quando as coisas se afunilam e a população pergunta: Como posso definir e atribuir o conceito de governar bem? Os municípios têm: tamanhos, problemas e realidades bastante distintas, e governar alguns deles, causa um verdadeiro arrepio!

Costumo dizer a muita gente que política não é para todo mundo. Tem que ser preparado e ter coragem para desagradar, pois muita gente pensa que se administra o dinheiro público como se anota uma receita de bolo. E não é. Por isso, tenho a ousadia de perguntar a mim mesmo e a Patos: Qual é agora, o principal desafio de Dinaldinho?

Acho pessoalmente que a resposta não se contextualiza em um desafio só, mas em vários, pois temos muitos problemas desencadeados neste ano de 2016, que certamente não teremos tempo de sanar até o início do seu governo. É como uma torneira aberta hoje, que permanecerá aberta até o início do próximo ano, ou uma ferida que não venha a sarar até janeiro. Já imaginaram?

Sem estabelecer uma ordem de valor, podemos citar: relação com os servidores públicos, com a questão da humanização e o pagamento de precatórios, cobrados desde gestões anteriores; retomada das obras paralisadas e a devida apresentação do que foi feito com o dinheiro público; busca de recursos com os governos federal e estadual, que estão mais para fechar do que abrir as torneiras; ter a coragem de desagradar a muita gente, que na maioria das vezes apostam em trabalhos meramente políticos; recuperação das escolas climatizadas, onde muitas delas estão com os ar-condicionados sem manutenção; contratação de médicos e humanização da saúde de Patos, que independente de gestão, vive atolada num problema que é um câncer nacional (o desserviço e a falta de respeito a vida); organização e moralização do trabalho das secretarias e autarquias, a exemplo da STtrans, que tem um número absurdo de taxistas e mototaxistas circulando pela cidade, e assim, impede o transporte coletivo de funcionar em Patos.

E as nossas crianças? Os nossos jovens? Os idosos? Qual a herança dos 12 anos governados por Nabor; Chica Mota e Lenildo? E como ele irá conviver com os problemas da falta de credibilidade da classe política? Como podem ver, sei que um caminhão de outras coisas deixei citar, mas me entendam que foi apenas visando não cansar a você que decidiu saber o que penso. Porém, com todo respeito as opiniões contrárias, acredito na capacidade do prefeito eleito para enfrentar os desafios que terá pela frente. Todavia, me permitam a hipérbole, pois também acredito que nem com os recursos de uma cidade do tamanho de São Paulo, Dinaldinho teria a condição de transformar Patos em quatro anos, numa cidade dos sonhos e coloca-la nos eixos.

E então, o que fazer? Como sobreviver a essa realidade, nua, crua e ardente aos nossos olhos? Se engane quem quiser, mas afirmo que independente de governo, o precisamos mesmo é nos educar, entender que a eleição passou, desarmar os palanques, trabalhar de mãos juntas e buscar soluções: Governo, povo, sociedade civil organizada, classe política, tendo em mente que em qualquer circunstância, o bem comum sempre produzirá frutos significativos mais adiante. Por isso, com as bençãos de Deus, só posso desejar uma boa gestão a Dinaldinho, para o bem de Patos.    

Genival Júnior 

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