O fato gerou grande revolta por parte dos colegas da menor agredida e dos funcionários da escola. A filha do cantor paraibano Pinto do Acordeon, Dúnia Lima, procurou a imprensa para denunciar uma agressão sofrida por sua filha, uma menor de 11 anos de idade de iniciais M. L. V, ocorrida dentro do Colégio Master Bessa, no último dia 12 de abril.

De acordo com relato de Dúnia, o fato ocorreu em virtude de uma discussão entre sua filha e uma colega de classe, quando a corretora de imóveis Karina Araruna, tia da outra menina, teria ido até a escola tomar satisfação com com sua filha, chegando a humilhá-la com palavras como: gorda, bocuda e olhuda e, ainda, cuspindo no rosto e puxando o nariz da adolescente. “Minha filha estava na escola, estudando, uma tia de uma coleguinha de sala dela foi até lá, agrediu a menina verbalmente a chamando de gorda, bocuda e dizendo que ela tem um olhão e ainda agrediu fisicamente puxando o nariz da criança de 11 anos e o mais absurdo foi que ela ainda cuspiu na cara da criança,” relatou Dúnia, filha de Pinto do Acordeon.

O fato, registrado na 12* Delegacia Distrital da Capital, causou grande revolta por parte dos pais de alunos, dos funcionários da escola, como também de outros estudantes que presenciaram a cena. “Sei que lá na escola todo mundo gosta da M.L, todo mundo deu apoio a ela, ela é uma menina fantástica, educada, simples, na dela, não mexe com ninguém. É tanto que aconteceu isso e ela não fez nada, se eu não tivesse levado ela lá pra coordenação pra tomar as providências, ela tinha ficado na dela parada, tinha dito só ao pai e pronto. Então tá todo mundo do lado dela”, relatou Isabela Oliveira, coordenadora escolar.

A adolescente agredida vive com o pai em João Pessoa, o corretor de imóveis Flávio Vasconcelos, e a mãe, Dúzia Lima, mora na Alemanha, onde trabalha em um hospital. Apesar da distância, Dúnia se mostrou bastante revoltada com as agressões sofridas por sua filha e informou que todas as providências estão sendo tomadas para que as humilhações sofridas pela menor sejam reparadas na justiça. O fato ganhou uma grande repercussão na imprensa paraibana, através de sites e de outros meios de comunicação, bem como nas redes sociais.

 

Jefferson Saldanha