No dia de ontem (segunda, 03) servidoras do SAMU, em Patos, em contato com a Folha Patoense, disseram que foram surpreendidas ao chegarem ao plantão no dia 27 de janeiro e perceberem que o espaço para repouso feminino (utilizado para descanso, troca de roupas e uso do banheiro) passou a ser ocupado também por estagiários de Medicina da UNIFIP (Centro Universitário de Patos), inclusive homens, violando a privacidade das mesmas já que foi até dado cópia da chave do quarto aos estudantes.

Outro ponto que as servidoras denunciaram são as ameaças de fechamento da Central de Material e Esterilização – CME e expurgo durante à noite. Esse setor é responsável pela limpeza do material sujo contaminado das ambulâncias que socorrem desde pacientes vítimas de acidentes automobilísticos como também pacientes acometidos por doenças infectocontagiosas,  o que resultaria na acumulação de sujidade e proliferação de micro-organismos no SAMU.

A coordenadora do Samu, Maria Elba de Medeiros, enviou a seguinte resposta ao portal Folha Patoense: “Na verdade, foi analisado pela coordenação-geral e diretora administrativa, onde seria colocado treliches, que foram enviados pela UNIFIP para os alunos residentes. Realmente foi colocado em um repouso, em se tratando de uma questão temporária, que eu ia oficializar a UNIFIP sobre a impossibilidade de receber alunos para estágios durante a noite, já que não disponibilizamos de local adequado. O mínimo de conforto que foi falado não é do meu conhecimento, até porque a montagem de camas, beliches e colchão foram comprados na gestão de Francisca Motta. Outro ponto citado, que seria o fechamento da Central de Material e Esterilização (CME), conversei com alguns dos técnicos do setor e chegamos à conclusão que a CME dava para funcionar 12 horas sem trazer prejuízos nem acumulação de sujidade, porque nós temos material para repor e o município está precisando de técnica de Enfermagem para o melhor atendimento na UPA . Em nenhum momento levei essa transferência da CME funcionar de 24 horas passar a ser 12 horas como sendo uma perseguição, e sim foi uma forma de atender a necessidade do município, já que no momento não se pode existir contrato nenhum de funcionários, e a CME da UPA funciona muito bem por 12 horas ao dia”.

Ouça abaixo: 

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