Entusiastas do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSPB), entre eles o idealizador Pedro Jorge Nunes da Costa, chamam atenção das autoridades políticas para as tentativas de Sousa e Cajazeiras para retirarem a sede da reitoria de Patos. “Por que defendemos a reitoria do IF do Sertão Paraibano em Patos? Vamos explicar!”, disse o jovem.
Segundo o idealizador, será um grande prejuízo a ida da reitoria para o Alto Sertão, pois desenvolverá apenas o eixo Sousa-Cajazeiras. “Desenvolverá apenas um eixo restrito, que não contemplará todo Sertão paraibano. Esses municípios não dispõem de toda estrutura que Patos tem atualmente”.
O jovem disse que o progresso precisa alcançar todos os campi sertanejos de maneira equânime. “A reitoria sediada em Patos trará mais benefícios, diminuindo as distâncias entre as escolas técnicas federais situadas entre as cidades sertanejas, ou seja, os campi que comporão a nova instituição. Sendo em Sousa ou Cajazeiras, ficará mais distante para a maioria dos campi sertanejos. Qual é a lógica de uma reitoria sediada quase dentro do Ceará? Patos merece a reitoria não apenas por ser a cidade com maior número habitacional, mas pela sua centralização geográfica na região, bem como os benefícios que as demais cidades circunvizinhas terão”, acrescentou.
Ele enfatizou que Patos tem muitos órgãos importantes, como Vara da Justiça Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Polícia Ambiental e Sudema. “Isso só reforça a permanência da reitoria em Patos”, continuou.
A cidade atualmente tem aeroporto com voos regulares. “Sousa e Cajazeiras não têm isso. Reitoria nessas cidades significa gastos públicos desnecessários com deslocamentos e o que estamos buscando é a otimização de custos. Quem vier de fora, terá que ir via terrestre até o Alto Sertão”.
A missão do IF do Sertão com sede em Patos é explorar o potencial tecnológico regional da região do Semiárido, com sua abundância em Sol, sua terra rica em mineração e agricultura, estimulando a criação num futuro breve de um parque tecnológico, para exportar tecnologia de ponta e trazer novas empresas, como faz Campina Grande, que atualmente é o celeiro de profissionais de tecnologia através do PaqTcPB (Fundação Parque Tecnológico da Paraíba), coisa que acontece também em Recife com o seu “Porto Digital”. Essas cidades estimulam a vinda e criações de startups que contribuem para a inovação tecnológica no Brasil e no mundo. “Vamos fazer de Patos um novo Vale do Silício brasileiro”, argumentou o idealizador.
Pedro disse que os políticos que ficarem contra Patos e região estarão contra uma numerosa população. “Estarão indo contra um município, que é o mais populoso da região, com mais de 100 mil habitantes e que agrega uma região bastante populosa. Irão pedir votos por aqui e poderão sair prejudicados nas próximas eleições”.
Ele lembrou ainda da época que a Capital do Sertão perdeu o Curso de Medicina para Cajazeiras, contrariando uma decisão técnica do Ministério da Educação. “Foi um grande trauma que a cidade sofreu e até hoje ainda não nos recuperamos. Cajazeiras passou e ainda passa por dificuldades para manter esse curso funcionando no Alto Sertão. Ameaças de fechamento e estudantes vindo estagiar em Patos são alguns dos problemas já presenciados por todos. Será que dessa vez irão ser contra outra decisão do MEC, que já mostra Patos como sede da reitoria?”, completou.
Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com






