As manifestações artísticas por excelências, exige e precisa possuir seus espaços, convenientes e adequados, para que seus trabalhos seja primoroso e qualificado no final e na conclusão de suas artes. Assim, para que, de cada seguimento artístico manifestado surja uma obra expressiva, é necessário ou preciso que se tenha uma estrutura que facilite o aparecimento dessa arte. Desse modo, o artista que interpreta seus personagens, necessita da “sua casa”; do seu “ninho”; do seu “espaço”! Vejo, portanto, urgentemente, a necessidade da conclusão do Teatro da “Pelota”, para que os artistas, tanto os Patoenses, quanto de outras regiões, possam desenvolver seus potenciais e, consequentemente, suas artes cénicas!
Ilustrei com uma sextilha, abaixo.
SEXTILHA
Eu vinha passando na rua
Quando de repente surgiu
Uma arruaça tamanha
Que nos meus ouvidos zuniu
Era Joaquim de Crizaldo
Brigando com João de Biliu!
Os homens se degradavam
Como se fosse dois cão
Foram rolando atracados
Se debatendo no chão
Parecia dois cangaceiros
Do bando de Lampião!
Rolavam por cima da grama
Feito jumento esponjado
Pulavam de salto no ar
Feito macaco zangado
Parecia que traziam consigo
O “cão no couro” pegado!
Apareceu, então, nessa hora
Totão de Zé de Mané
Cabra valente e sisudo
Que tinha cinquenta de pé
Para apartar com a briga
Na base da “canga de pé”!
Dai por diante ferveu
Ficando à coisa assanhada
Foi faca, foice e cassete
Punhal, tesoura e enxada
Ficando os três estirados
Caídos no meio da estrada!
O “palco” da cena é real
Mas, eis que veio o relato
Estavam os atores na rua
Por não existir O “ESPAÇO
Apelavam, portanto, com isso:
Pela conclusão do TEATRO!
Patos, 14/12/2021
Anchieta Guerra






