O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice dele, ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), foram diplomados na tarde desta segunda-feira (12) em cerimônia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Povo reconquistou o direito à democracia: “Esse diploma que eu recebi, não é um diploma do Lula presidente. É um diploma de uma parcela significativa do povo que reconquistou o direito de viver em democracia neste país. Vocês ganharam esse diploma”
O presidente eleito se emocionou durante o discurso: “Quero pedir desculpas pela emoção. Quem passou o que eu passei nesses últimos anos, e estar aqui agora, é a certeza que Deus existe. Eu sei o quanto custou, não apenas a mim, mas ao povo brasileiro a espera para reconquistarmos a democracia”, disse.
Apenas Lula e o presidente do TSE devem discursar, de acordo com o protocolo previsto pela Justiça Eleitoral para o ato de diplomação. O presidente eleito deve falar após ser formalmente diplomado e, em seguida, haverá um pronunciamento de Moraes.
Entenda o que significa a diplomação
O que é essa cerimônia? O evento formaliza o resultado oficial das eleições e atesta que os dois têm condição de assumir seus respectivos mandatos.
Lula e Alckmin vão receber o diploma por vencerem as eleições de 2022 com 50,90% dos votos válidos. O documento será assinado pelo presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes.
Qual a função desse certificado? Ele confirma que a Justiça Eleitoral apurou todos os votos, analisou as prestações de contas dos partidos e avaliou recursos questionando o resultado das eleições.
Cerimônia. O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, foi muito aplaudido no plenário – onde estão somente autoridades. Lula também foi aplaudido de pé pelos presentes e recebido aos gritos de “boa tarde, presidente Lula”.
Enquanto recebe Lula o diploma das mãos de Moares, aliados do presidente eleito gritam “olê, olê, olá, Lula, Lula”. Outros gritos de campanha também foram cantados quando o petista entrou no plenário.
CURIOSIDADE: Segundo o TSE, cerca de mil pessoas foram convidadas a assistir à solenidade de diplomação. Elas foram divididas entre o plenário, os auditórios e o salão nobre da Corte.
Apenas dois ex-presidentes estão no evento, são eles José Sarney e Dilma Rousseff. Já o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e seus ministros não compareceram à cerimônia.
Além disso, compareceram à diplomação a futura primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e a esposa do vice, Lu Alckmin, e os principais nomes do poder em Brasília, como os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, além de ministros do TSE.
O que acontece agora
A posse do novo governo acontece no dia 1º de janeiro de 2023, em Brasília, e contará com um festival com shows de diversos artistas brasileiros. A coordenadora da organização da festa, a esposa do presidente eleito, Rosângela da Silva, a Janja, anunciou nomes como Paulo Miklos, Zélia Duncan, Talma de Freitas, Jards Macalé, Pabllo Vittar, Baiana System, Duda Beat, Teresa Cristina e Fernanda Takai,
Os cantores e grupos se revezarão em dois palcos, batizados com os nomes das cantoras Elza Soares e Gal Costa — uma homenagem às cantoras, que morreram em janeiro e em novembro deste ano, respectivamente.






