Ecoou com retumbância
Um grito de liberdade
Erguendo com a sua força
O desejo e a vontade
Libertando aquele povo
Sofrido pela maldade!

Em cada canto se ouviu
Um cântico de gratidão
Pela conquista veemente
De um povo e uma nação
Que levantou à bandeira
Em nome da salvação!

Tocaram os sinos na torre
Num tilintar estridente
Entoando em suas “cifras”
Uma melodia envolvente
Estampando em cada rosto
Aquele semblante pungente!

Se foram às amarras sombrias
Num libertar ecoante
Removeram-se os entulhos
Para uma cratera distante
Ajustaram-se às arestas
Tornando o povo gigante!

Foi uma “peleja” de luta
Num “curral” escravizador
Ascenderam os desejos
Pela a voz do cantador
Com a harmonia sonora
Que do badalo ecoou!

Nesse “resgate” se foram:
O sofrimento e a dor
Às ameaças bramidas
Das juras de um Ditador
Ressurgindo às esperanças
Da alma de um Salvador!

Patos, 16/04/2023
Anchieta Guerra