A Polícia Civil informou que o delegado preso em Patos acusado de se apropriar do pagamento de fianças e de retardar a distribuição de inquéritos policiais costumava guardar em casa esses documentos. Ele foi detido nessa sexta-feira (4) durante a Operação Infidelis Procurator.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o delegado costumava praticar esse tipo de conduta há cerca de oito anos. Tudo indica, conforme as investigações, que ele ocultou diversos inquéritos policiais em sua própria residência, procedimentos que deveriam estar nas delegacias em que ele atuou ao longo de todos esses anos.

Durante as buscas da operação, os policiais apreenderam uma pistola de uso restrito, sem registro, o que caracterizou auto de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

O servidor é investigado por crimes de peculato e prevaricação. De acordo com as investigações, o delegado recebia valores referentes a pagamentos de fiança, em dinheiro, mas não repassava esse dinheiro à instituição financeira oficial, apropriando-se indevidamente dos recursos, caracterizando o crime de peculato.

Já a prevaricação acontecia quando o investigado retardava a distribuição do inquérito policial vinculado à autuação em flagrante, para ocultar a apropriação do dinheiro recebido como fiança policial. A implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), em meados de 2020, foi fundamental para revelar as atividades ilícitas do servidor policial preso, segundo detalhou a Polícia Civil da Paraíba.

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