Os advogados que representam o Padre Egídio de Carvalho Neto encaminharam ao Superior Tribunal de Justiça um pedido de habeas corpus em nome do ex-diretor geral do Hospital Padre Zé, que está preso no Valentina Figueiredo desde o dia 17 de novembro. Ele é suspeito de ter operado um esquema de desvio milionário de dinheiro dos cofres da instituição. De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) o prejuízo ao hospital em 10 anos de gestão de Egídio chega a R$ 140 milhões.
O habeas corpus foi protocolado no início da manhã de hoje, pode ser acompanhado no sistema eletrônico do STJ e ainda não foi distribuído para o ministro que vai julgá-lo.
Há um outro pedido para reverter a prisão preventiva de Egídio que foi apresentado ao desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba, e nele os advogados alegam que o ex-diretor do Padre Zé apresenta saúde frágil, depressão em último grau e outras patologias que poderiam levar a uma situação de gravidade caso ele permaneça preso. Eles ainda pediram que três profissionais (psicólogos e nutrólogo) possam atender o religioso de maneira remota.
Nenhum dos pedidos foi apreciado ainda. O recurso ao STJ pode ser uma forma de garantir que a análise das solicitações aconteça antes do recesso judiciário que começa no dia 20 de dezembro.






