Foto: MPT-PB
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Neste Abril Verde de prevenção a acidentes no trabalho, o vereador sindicalista Zé Gonçalves (PCdoB) destacou uma preocupação com o aumento no número mortes por acidentes de trabalho em todo o país num patamar de 25 por cento entre 2016 e 2022, de acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho.

O parlamentar mirim destacou a posição preocupante de Patos que ocupa do 4º lugar no número de acidentes de trabalho na Paraíba. De acordo com ele, os dados dizem respeito àqueles trabalhadores com vínculo empregatício, ou seja, com carteira assinada.

“Os dados são assustadores no nosso país, porque em cerca de sete anos, 16 mil trabalhadores morreram em acidentes de trabalho. E são realmente dados alarmantes”, analisou.

Ele observou ainda que estão fora dessas estatísticas outros acidentes, a exemplo dos que acontecem com quem utiliza motocicleta. “Foram 12 mil mortos por ano, e eles não estão nestas estatísticas”, revelou.

Zé Gonçalves ressaltou a necessidade de se debruçar sobre a situação do município de Patos. De acordo com os dados, foram 107 acidentes de trabalho no nosso município no ano de 2022.

Há uma preocupação, de acordo com o parlamentar mirim, em relação aos servidores da saúde, que são muito prejudicados com a problemática. Ele citou também como preocupante a situação dos trabalhadores da indústria, citando a indústria de calçados, indústria química e metalurgia.

A construção civil do nosso município também é alvo de preocupação, pois grande parte dos trabalhadores não tem carteira assinada e nem dispõe de equipamento de proteção individual.

“E tem muita gente aí posando de defensores dos trabalhadores, mas não assinam carteira, não fornecem epi, nem cumprem o que diz a CLT e o dissídio coletivo da construção civil”, criticou.

Ele citou ainda os trabalhadores das pedreiras que trabalham em locais insalubres, os trabalhadores do comércio, os trabalhadores rurais, os trabalhadores e trabalhadoras domésticas que enfrentam situações difíceis.

“Tem uma série de dificuldades enfrentadas por esses trabalhadores e trabalhadoras que a gente precisa discutir e ver alternativas”, disse, citando também o fato do funcionamento regular do Ministério Público do Trabalho estar ausente em Patos e isso contribuir para o agravamento da situação.

Assessoria

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