Na noite desta sexta-feira (16), diversos segmentos da sociedade participaram, na Câmara de Vereadores, de um debate sobre as etapas para a implantação do Parque Tecnológico Horizontes da Inovação, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. A sessão especial, proposta pelo vereador Alysson Américo (Alysson Voz e Violão – PSB), contou com a presença de políticos, representantes de entidades de classe e lideranças das iniciativas pública e privada, entre os quais o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (SECTIES), Cláudio Furtado.
Antes da sessão, Furtado participou do programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, e antecipou algumas das etapas previstas para a consolidação do projeto. Segundo ele, a partir da criação da SECTIES, o governador João Azevêdo (PSB) colocou como ação prioritária a implantação do Programa Parque Tecnológico Horizontes de Inovação (PTHI), viabilizado por meio da Lei Complementar Nº 188, que criou a Fundação Parque Tecnológico Horizontes da Inovação (FPTHI). O primeiro polo foi implantado em João Pessoa, e a meta do governo é expandir o modelo para outras regiões do estado, como Patos, aproveitando os potenciais locais de cada uma. Saiba mais: Parque Tecnológico Horizontes de Inovação será implementado em Patos
“Essa vinda aqui é justamente para aglutinar todo o ecossistema que nós temos hoje, todo o polo de educação, que já é muito forte na área de Cajazeiras, polarizando 15 municípios e formando jovens não só para a região, mas para o Brasil inteiro. Você encontra profissionais da área de TI de Cajazeiras em diversas empresas brasileiras”, ressaltou o secretário.
A proposta de implantação do Parque Tecnológico Horizontes da Inovação em Cajazeiras já começa a receber apoio de fora da Paraíba, como da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), que enviou uma carta ao secretário Cláudio Furtado destacando o “enorme potencial humano e acadêmico” da região.

Furtado explicou que a sessão desta sexta-feira na Câmara Municipal representa o primeiro passo para unir esforços e dar início ao projeto. A etapa seguinte deverá ser o lançamento de editais para estruturar laboratórios e fomentar startups locais com capital semente.
“Não só a questão das empresas é importante, mas também oferecer serviços que os laboratórios do IFPB e das universidades possam prestar para resolver problemas reais do setor produtivo. Eles podem captar recursos tanto para melhorar a infraestrutura das nossas instituições de pesquisa quanto para criar um ecossistema que proteja as empresas nascentes. A ideia de ter um parque tecnológico é criar um ambiente onde a startup tenha maior longevidade”, detalhou.
Esses editais são promovidos não apenas pelo Governo do Estado, mas também pelo Governo Federal e por diversas instituições, como a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ), além de programas como Centelha e TECNOVA, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Há também editais temáticos próprios da Fundação Parque Tecnológico Horizontes da Inovação.
Segundo o secretário Cláudio Furtado, o Governo da Paraíba, sob a gestão de João Azevêdo, já investiu mais de meio bilhão de reais em ciência e tecnologia desde 2019.
“E isso sem contabilizar os recursos destinados ao chamado Complexo Científico do Sertão, que inclui a Cidade da Astronomia, em Carrapateira; o Vale dos Dinossauros, em Sousa; e o Museu de Arqueologia de Cajazeiras, que somam mais de 200 milhões de reais”, acrescentou.
Luis Fernando Mifô – Diário do Sertão






