Nesta segunda-feira (14), teve início a audiência de instrução e julgamento do processo que investiga a morte da farmacêutica Arlanza Jéssica dos Santos Ramalho, de 34 anos, assassinada dentro do próprio apartamento, na cidade de Patos, no dia 22 de fevereiro deste ano. O caso é tratado pela Justiça como feminicídio, e a sessão foi realizada por videoconferência, com acesso restrito às partes envolvidas.
Durante a audiência de hoje, foram ouvidas oito testemunhas, entre elas policiais civis e militares que participaram da prisão do acusado, além de colegas da vítima que trabalhavam com Arlanza na farmácia onde ela atuava.
De acordo com o advogado da família, José Neto Gouveia, as testemunhas descreveram o acusado como uma pessoa fria e calculista.
Além dos depoimentos das testemunhas de acusação, apenas uma testemunha de defesa foi ouvida nesta primeira etapa. Trata-se de uma prima do réu, que afirmou não saber se ele fazia uso de medicação controlada, o que deixou dúvidas sobre seu estado psicológico no momento do crime.
Na próxima segunda-feira (22), está prevista a continuidade e finalização da audiência de instrução, com oitiva das últimas testemunhas de defesa, o interrogatório do réu e, posteriormente, as alegações finais. Em seguida, o juiz deverá decidir se há elementos suficientes para a pronúncia do acusado, o que o levaria a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Relembre o crime
Arlanza Jéssica foi encontrada morta com golpes de tesoura dentro de seu apartamento em Patos, no dia 22 de fevereiro. O principal suspeito é seu ex-companheiro, que foi preso em flagrante poucas horas após o crime, ao tentar deixar a cidade com o veículo da vítima. A versão apresentada por ele à polícia, na qual alegava ter presenciado a vítima sendo agredida por supostos sequestradores, não convenceu os investigadores.
O processo segue em tramitação e a audiência de hoje marcou um importante capítulo na busca por justiça para Arlanza e sua família.
Pabhlo Rhuan – Jornal Patoense






