Foto: © Pabhlo Rhuan - Patosonline.com

O jovem de 22 anos que deu entrada na manhã deste domingo (5) no Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, com suspeita de intoxicação por metanol, recebeu alta médica após exames descartarem alterações compatíveis com o quadro. A informação foi confirmada pelo diretor técnico da unidade, médico Pedro Augusto.

Segundo o médico, o paciente foi transferido da UPA Dr. Otávio Pires (Campo da Liga) após relatar ter ingerido uma bebida alcoólica de origem duvidosa. Havia ainda o relato de que um amigo, residente em uma cidade do interior de Pernambuco, teria apresentado sintomas semelhantes após consumir o mesmo produto.

“Tendo em vista a possibilidade de contaminação por metanol, o paciente foi prontamente encaminhado ao hospital, e iniciado todo o processo de notificação, acompanhamento e monitoramento pela equipe da Secretaria de Saúde, capitaneada pelo secretário doutor Ari Reis e pelo doutor Patrick”, explicou o diretor técnico.

De acordo com Pedro Augusto, o jovem chegou à UPA apresentando visão turva, dores abdominais, náuseas e vômitos. Esses sintomas, no entanto, também podem ocorrer em casos de embriaguez comum. Por isso, foi iniciado o protocolo clínico de intoxicação, com realização de exames laboratoriais, avaliação da função hepática, renal, dosagem de eletrólitos e gasometria arterial para detectar possíveis sinais de acidose.

“O paciente foi deixado em observação por seis horas, como orienta o Ministério da Saúde. Durante o período, foi monitorado continuamente pela equipe médica. Após as seis horas, ele permaneceu lúcido, orientado, sem queixas e sem alterações importantes nos exames. Por isso, recebeu alta hospitalar, com recomendação de permanecer em observação domiciliar por 24 horas e retornar em caso de novos sintomas”, disse o médico.

Pedro Augusto reforçou que o hospital segue de prontidão para atender possíveis casos e alertou a população sobre os riscos de bebidas adulteradas. “É importante manter a vigilância e evitar bebidas de origem duvidosa, para não transformarmos esse momento em um cenário de caos e superlotação nas unidades de saúde”, concluiu.

Repórter Pabho Rhuan