Foi pronunciado e deverá ir a júri popular o acusado de matar a farmacêutica Arlanza Jéssica dos Santos Ramalho, de 34 anos, em Patos. A informação foi apurada com exclusividade pelo portal Pabhlo Rhuan.
De acordo com o que foi levantado pelo jornalista, a sentença de pronúncia foi juntada aos autos no dia 5 de novembro, e a juíza do caso, Dra. Isabella Joseanne Assunção, decidiu manter a prisão preventiva do réu, Lúcio Ramay, de 44 anos.
Com a decisão, o processo segue agora para a fase do júri popular. A expectativa é que a defesa apresente recurso contra a sentença de pronúncia, o que pode atrasar a definição da data do julgamento. Conforme explicou uma fonte próxima ao caso, a defesa será intimada para apresentar as manifestações do artigo 422 do Código de Processo Penal e, somente após isso, o júri poderá ser marcado.
Ainda segundo informações obtidas pela reportagem, o acusado teria alegado possuir problemas psiquiátricos, mas há mais de dez anos não seguia qualquer tipo de tratamento médico, levando uma vida considerada normal, sem indícios recentes de acompanhamento clínico.
O crime ocorreu em 21 de julho, no apartamento da vítima, localizado na Rua Arnaldo Assis de Medeiros, bairro Novo Horizonte, em Patos. Arlanza foi encontrada morta com golpes de tesoura. O principal suspeito é o então companheiro, Lúcio Ramay, identificado como sargento reformado do Exército.
Ele foi preso em flagrante na cidade de Santa Luzia, enquanto tentava fugir. Em entrevista ao repórter Pabhlo Rhuan, da Rádio Arapuan FM, a capitã Gabriela Félix, do 3º BPM, relatou que populares acionaram a PM após o suspeito aparecer em um posto de combustíveis às margens da BR-230, alegando ter sido sequestrado.
O sargento Clenilson, comandante da guarnição, informou que Lúcio apresentou uma versão confusa, dizendo ter visto a namorada ser agredida por “sequestradores” e a teria coberto com um lençol. A narrativa foi considerada incoerente pelos policiais.
De acordo com o delegado Claudionor, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), imagens de câmeras de segurança mostraram que apenas o casal entrou no apartamento no dia do crime. O proprietário confirmou que Lúcio nunca havia estado no local antes.
O acusado declarou ser sargento reformado do Exército, com passagem pelo 31º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Campina Grande, e pelo 4º Batalhão de Polícia do Exército (4° BPE), em Recife (PE).
Pabhlo Rhuan – Jornal Patoense






