O corpo da policial penal Edivânia Vieira da Silva, de 44 anos, foi sepultado neste domingo (9), sob forte comoção, no cemitério São Lucas, em Paulo Afonso (BA), sua cidade natal. Ela foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Jardim Magnólia, em Patos, no último sábado (8). O marido da vítima é o principal suspeito e está preso.

O velório aconteceu na unidade do Grupo de Assistência Familiar Santa Terezinha, em Patos, reunindo familiares, amigos e colegas de profissão. O cortejo seguiu pelas principais ruas da cidade, acompanhado por viaturas da Polícia Penal, com sirenes ligadas em homenagem à servidora. Durante o sepultamento, colegas de farda carregaram o caixão coberto por uma bandeira e pelas fardas da unidade prisional onde Edivânia trabalhava.

Edivânia era lotada no Presídio Feminino de Patos, onde atuava há mais de 13 anos. A direção da unidade lamentou a perda da colega, destacando seu profissionalismo e dedicação. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) divulgou nota de pesar ressaltando os 13 anos de atuação da servidora.

“Edvânia Vieira da Silva dedicava sua vida ao Sistema Penitenciário da Paraíba desde 2012. Era respeitada pela competência técnica, proatividade e conduta ética inabalável”, destacou a nota.

A Associação dos Policiais Penais da Paraíba (Ageppen-PB) também lamentou o falecimento, enfatizando o legado da policial.

“Edvânia dedicou 13 anos de sua vida ao serviço público, atuando com zelo, compromisso e profissionalismo”, afirmou a entidade.

O suspeito do crime, companheiro da vítima, foi preso no sábado (8) no município de Caetés (PE), durante operação conjunta das Polícias Civis da Paraíba e de Pernambuco, com apoio da PRF, PM e Polícia Penal. Ele passou por audiência de custódia neste domingo (9), no Fórum Miguel Sátyro, e foi transferido para um presídio de segurança máxima em João Pessoa.

Repórter Pabho Rhuan