O homem suspeito de matar a policial penal Edivânia Vieira da Silva, encontrada morta no último sábado (8) dentro da própria casa, no bairro Jardim Magnólia, em Patos, passou por audiência de custódia neste domingo (09), no Fórum Miguel Sátyro, e seguirá para um presídio de segurança máxima em João Pessoa.

De acordo com informações apuradas pelo Portal Pabhlo Rhuan, o suspeito, que era companheiro da vítima, manteve-se em silêncio durante toda a audiência, demonstrando frieza e sem confessar o crime.

A sessão foi conduzida pela juíza Dra. Isabella Joseanne Assunção, que decidiu pela manutenção da prisão do investigado.

O homem, de 38 anos, foi preso no sábado (08) no município de Caetés (PE), durante uma operação conjunta das Polícias Civis da Paraíba e de Pernambuco, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar de Pernambuco e Polícias Penais dos dois estados.

Segundo o delegado Diego Passos, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, a prisão foi resultado de um trabalho integrado de inteligência que permitiu localizar o suspeito.

“Conseguimos descobrir onde ele estava escondido e efetuamos a prisão com base em mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara de Patos”, explicou.

Ainda conforme o delegado, o investigado não resistiu à prisão e se manteve calado durante todo o procedimento.

“Ele demonstrou arrependimento e vergonha, mas não formalizou confissão.”, afirmou Diego Passos.

O delegado Claudionor Lúcio acrescentou que a equipe da DHE esteve no local do crime logo após o acionamento.

“Realizamos os levantamentos e já ouvimos testemunhas. O caso segue sendo tratado como crime de natureza passional”, destacou.

Sobre as pichações encontradas na casa da vítima, Claudionor esclareceu que não há qualquer relação com facções criminosas.

“Aquilo foi uma tentativa de despistar as investigações. Nenhuma organização criminosa age dessa forma”, frisou.

Natural de Paulo Afonso (BA), Edivânia Vieira integrava o sistema prisional da Paraíba há mais de dez anos e era reconhecida pela dedicação e profissionalismo.

Repórter Pabhlo Rhuan