A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede em Patos, fez voltar ao debate regional a possibilidade de criação da Universidade Federal do Sertão da Paraíba. O tema não é novo e ganha novo fôlego em um momento de fortalecimento da presença do ensino federal no interior do estado.
Atualmente, não há decisão oficial do Governo Federal sobre a criação da universidade. Ainda assim, o cenário recente reacende questionamentos sobre os próximos passos da política educacional voltada ao Sertão paraibano.
A proposta de criação da Universidade Federal do Sertão da Paraíba já foi formalizada no Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei nº 1496/2011, que autoriza o Poder Executivo a criar a instituição, com sede em Patos.
O projeto prevê que a universidade possa ser formada a partir do desmembramento de campi da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) localizados no Sertão. Embora o PL não tenha sido votado em plenário, ele permanece como base legislativa e referência política sempre que o tema volta à pauta.
A própria UFCG é resultado de um desmembramento ocorrido em 2002, quando se separou da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Esse precedente é frequentemente lembrado no debate sobre reorganização do ensino superior federal, especialmente em regiões onde a estrutura universitária se expandiu para além da sede original.
A definição de Patos como sede do Instituto Federal do Sertão Paraibano reforça o papel do município como polo regional. A cidade concentra serviços de saúde, educação, comércio e logística, atendendo dezenas de municípios do Sertão e áreas vizinhas.
Com a ampliação da presença de instituições federais, volta ao debate a discussão sobre a necessidade de estruturas administrativas mais próximas da realidade regional.
A criação da Universidade Federal do Sertão da Paraíba segue como tema em aberto, sem anúncio oficial ou cronograma definido. Qualquer avanço dependerá de decisão do Poder Executivo e de aprovação do Congresso Nacional.
O diferencial do momento atual é o contexto: o Sertão passa a contar com novos investimentos federais na área educacional, e um projeto que já existe no Parlamento volta a ser citado como possível caminho institucional, mantendo o debate vivo no cenário político e regional.
Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com






