Após a privatização da Telecomunicações da Paraíba S.A, a popular TELPA, ocorrida em 1998, as linhas fixas foram sendo abandonadas sistematicamente ao ponto de gerar vários problemas em todo o estado, inclusive com graves prejuízos ao cidadão.

Há alguns meses, os serviços de urgência e emergência estão enfrentando instabilidade em suas linhas telefônicas e sem uma solução por parte da operadora que atualmente é proprietária da antiga estatal. Atualmente, a empresa Vivo Telefônica tem sido responsável pela manutenção, mas sem resposta para as reclamações dos órgãos que dependem das linhas 192, 190, dentre outras.

Um dos órgãos prejudicados é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que depende da linha telefônica para ser acionado pelos cidadãos nos momentos em que mais precisam. 

Constantemente, a linha 192 vem apresentando instabilidade e, por várias vezes, os cidadãos estão indo à sede do órgão para solicitar atendimento. O caso gera conflitos e muitos populares culpam o próprio SAMU pelo problema existente e as equipes de socorristas temem agressões.

O diretor do SAMU/Patos, João Albuquerque Chaves, disse que o problema foi levado para instâncias estaduais devido às quedas e à inoperância do número 192. João disse que a própria Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que fiscaliza os serviços prestados pelas operadoras, está ciente do caso e se espera uma solução urgente.

Perguntado se os equipamentos da Central de Atendimento do SAMU/Patos estariam obsoletos, o diretor negou e afirmou que o problema maior está na linha telefônica e não nos equipamentos usados no dia a dia do serviço. 

Jozivan Antero – Polêmica Patos