A futura Universidade Federal do Sertão da Paraíba, desmembrada da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), poderá ser estruturada inicialmente com quatro campi (Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras). A proposta reforça o modelo de interiorização do ensino superior e busca atender de forma mais ampla à população sertaneja.

A articulação política para a criação da universidade vem sendo defendida pelo deputado federal Hugo Motta, que anunciou a intenção de dialogar com o Governo Federal após o avanço do projeto que institui o Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede em Patos.

Segundo a proposta em discussão, a universidade deverá nascer já com uma estrutura multicampi, aproveitando a experiência e a infraestrutura existente nas principais cidades da região. O objetivo é descentralizar o acesso ao ensino superior, ampliar a oferta de cursos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Patos deverá sediar a reitoria e a administração central da instituição. A cidade concentra importantes equipamentos públicos, serviços de saúde, infraestrutura urbana e logística, além de estar localizada em posição estratégica no Sertão.

A centralização administrativa em Patos permitiria maior integração entre os campi e agilidade na gestão acadêmica e orçamentária.

Entusiastas avaliam que a criação da universidade com quatro campi poderá gerar impactos significativos:

  • Expansão da oferta de cursos de graduação e pós-graduação;
  • Estímulo à pesquisa aplicada à realidade do Semiárido;
  • Geração de empregos diretos e indiretos;
  • Fortalecimento da economia local;
  • Fixação de jovens talentos na região.

Além disso, a estrutura multicampi amplia as chances de implantação futura de cursos estratégicos, como Medicina, Engenharias e programas de inovação.

A expectativa é que, após a consolidação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, a articulação pela universidade ganhe força em Brasília.

Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com