A criação do Instituto Federal do Sertão da Paraíba (IFSertãoPB), sancionada nesta segunda-feira (30) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já começa a impulsionar novos movimentos em defesa da ampliação do ensino superior público no Sertão paraibano.

Um dos principais nomes ligados à luta pela implantação do instituto, Pedro Jorge Nunes da Costa avalia que a conquista representa apenas o início de um projeto mais amplo para a região. “O IFSertãoPB foi só o começo; agora vamos conquistar a Universidade Federal do Sertão da Paraíba com sede em Patos”, afirmou.

A nova instituição federal nasce a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), reunindo campi estratégicos do Sertão e estabelecendo sua reitoria no município de Patos. A articulação política que viabilizou a criação contou com atuação do deputado federal Hugo Motta junto ao Governo Federal.

Com a sede administrativa instalada no município, Patos passa a concentrar decisões, planejamento e expansão da rede federal de ensino na região, consolidando-se como um polo educacional estratégico no interior da Paraíba.

Nesse contexto, o pioneiro também destacou que já iniciou articulações locais em defesa da nova universidade. Segundo ele, já dialogou diretamente com o diretor do campus da Universidade Federal de Campina Grande em Patos, José Fábio, e com o vice-prefeito de Patos, Jacob Souto, apresentando a necessidade da criação da Universidade Federal do Sertão da Paraíba com sede no município e voltada para o desenvolvimento de toda a região.

A proposta da Universidade Federal do Sertão da Paraíba (UFSPB) vem ganhando força entre lideranças políticas, estudantes e representantes da sociedade civil, sendo vista como um passo fundamental para o desenvolvimento regional.

Como parte dessa mobilização, um abaixo-assinado público foi disponibilizado para reunir apoio popular à criação da universidade. A petição pode ser acessada pelo link: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR147561.

A iniciativa busca ampliar a oferta de ensino superior público, fomentar a pesquisa e impulsionar a economia do Sertão, consolidando a região como um centro de produção de conhecimento.

Para o pioneiro, o momento é de continuidade na mobilização: “O Sertão já mostrou sua força. Agora é avançar para garantir uma universidade federal que atenda nossa gente e fortaleça o futuro da região.”

A sanção do IFSertãoPB, portanto, não representa um ponto final, mas o início de uma nova etapa — com Patos no centro das articulações por mais investimentos em educação pública no interior da Paraíba.

Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com