A cirurgia videolaparoscópica é menos invasiva e reduz o trauma cirúrgico. | A cirurgia foi totalmente feita por vídeo o que impacta num melhor reestabelecimento do paciente.
Cirurgia foi realizada na última terça-feira (7) com sucesso

Uma paciente de 59 anos, natural de Patos, foi submetida a um procedimento cirúrgico oncológico de alta complexidade, no Hospital Regional Deputado Jandhuy Carneiro, em Patos, após a identificação de uma lesão de aproximadamente três centímetros no corpo do pâncreas, com suspeita de neoplasia primária. A paciente, que já havia sido tratada anteriormente de um câncer de mama no Hospital do Bem — unidade oncológica que integra a rede estadual hospitalar —, estava em acompanhamento regular com a equipe especializada quando a nova alteração foi detectada durante exames de rotina. Diante do diagnóstico, houve indicação cirúrgica para retirada da lesão.

Tudo isso foi possível porque pacientes oncológicos contam com o programa Paraíba Contra o Câncer, uma iniciativa do Governo da Paraíba que tem como missão fortalecer a rede de atenção oncológica, garantindo mais acesso, agilidade e dignidade no cuidado às pessoas com câncer. O programa conecta unidades de saúde de todo o estado, otimizando o fluxo entre o diagnóstico, o encaminhamento e o tratamento especializado.

De acordo com o cirurgião oncologista Anderson Neves, responsável pelo procedimento, o caso reforça a importância do acompanhamento contínuo e especializado em pacientes com histórico de câncer. “Esse é um exemplo claro de como uma equipe especializada pode identificar precocemente novas lesões, possibilitando uma intervenção em tempo oportuno. Existe uma relação já bem documentada entre câncer de mama, ovário e pâncreas, o que exige um olhar atento e multidisciplinar. O acompanhamento com equipe especializada faz toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida desses pacientes”, destacou o médico.

O procedimento foi realizado integralmente por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona uma recuperação mais rápida e segura ao paciente. A cirurgia teve duração aproximada de quatro horas e transcorreu sem intercorrências. A paciente segue internada, com evolução clínica satisfatória, e a previsão é de alta nos próximos dias, após a realização de exames de controle. O caso também chama atenção para a relevância dos serviços oncológicos estruturados e integrados, capazes de oferecer desde o diagnóstico até o tratamento cirúrgico com tecnologia avançada, garantindo assistência completa e humanizada.

Assessoria