A advogada Shirley Dantas Wanderley decidiu tornar público o caso de violência obstétrica ocorrido contra a jovem Cristiane Pereira da Silva, 29 anos, que teve seu primeiro filho na manhã deste domingo, dia 08, na Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos.
Shirley disse estar indignada com tamanho descaso pela vida da jovem e do próprio bebê que entrou em sacrifício fetal diante da demora para ter o parto normal ou cesáreo, pois se deparou com uma série de empecilhos constrangedores que causaram dores físicas e psicológicas na mãe, bem como revolta ao pai e a todos familiares.
A jovem Cristiane Pereira completou 39 semanas de gestação e deu entrada no início deste mês de agosto na maternidade Dr. Peregrino Filho após perda de líquido amniótico. A advogada relata que a jovem passou a semana indo e voltando na maternidade sofrendo constrangimentos. Neste sábado, dia 07, ela deu entrada mais uma vez por volta das 04h00 da madrugada.
Bastante fraca e abatida, Cristiane recebeu medicações para acontecer dilatação cervical, porém, a dilatação alcançou apenas 3 centímetros quando é necessário 10 para a segurança do parto normal. Durante toda a noite do sábado e a madrugada do domingo, a jovem apresentava sinais de desfalecimento e precisou ser amparada pela sua acompanhante que também é sua irmã.
Na madrugada deste domingo, a família e o próprio pai, Joel Dantas Wanderley, questionaram e exigiram medidas para que mãe e filho não continuassem o sofrimento visível e que poderia levar à morte ou a sequelas de mãe e bebê. Depois de pedirem para que algo fosse feito, a jovem Cristiane foi encaminhada para a sala de cirurgia já com sofrimento de um momento que deveria ser de emoção, amor e alegria para todos os envolvidos com a mãe naquele momento sublime, mas que se tornou dramático.
Por volta das 06h30, a jovem mãe recebeu a cirurgia cesariana tão pedida pelos familiares e o pai que vai comemorar neste domingo, Dia dos Pais, o nascimento do seu primeiro filho, mas de forma tão angustiante pela violência obstétrica sofrida na Maternidade Dr. Peregrino Filho. A violência obstétrica pode trazer sequelas permanentes no bebê e também na mãe.
A reportagem do Polêmica fez contato com Railda de Almeida, que é a diretora da Maternidade Dr. Peregrino Filho, e relatou o caso da jovem Cristiane Pereira da Silva. Railda disse que vai apurar toda a situação e que vem pedindo para que as equipes da Maternidade tenham empatia para evitar casos como o relatado. A diretora tomou conhecimento do caso através da redação.
Jozivan Antero – Polêmica Patos






